Ator francês Alain Delon pede a filho que organize sua eutanásia

Astro do cinema europeu mora na Suíça, onde o suicídio assistido é legal

Publicado sábado, 19 de março de 2022 às 15:03 h | Atualizado em 19/03/2022, 15:03 | Autor: Da Redação
"A pessoa tem o direito de sair tranquilamente, sem passar por hospitais, injeções e o resto", declarou ator
"A pessoa tem o direito de sair tranquilamente, sem passar por hospitais, injeções e o resto", declarou ator -

Astro do cinema francês e europeu, o ator Alain Delon, de 86 anos, decidiu recorrer à eutanásia, quando julgar necessário. A informação foi revelada por um de seus filhos, à revista francesa Le Point.

Delon já chegou a dizer, em entrevistas recentes, que não hesitaria em recorrer à medida. Ele afirmou que é a favor desse recurso, primeiro porque mora na Suíça, onde o suicídio assistido é legal, e também porque acha que "é a coisa mais lógica e natural" a se fazer a partir de uma certa idade, de um certo momento.

"A pessoa tem o direito de sair tranquilamente, sem passar por hospitais, injeções e o resto", declarou à um canal de TV. Seu filho Anthony foi incumbido de organizar todo o processo e acompanhá-lo em seus momentos finais. Recentemente, ele se sensibilizou com os cuidados que teve com a mãe, Nathalie Delon, que morreu vítima de câncer em janeiro do ano passado. Com câncer no pâncreas, ela escolheu a eutanásia, mas acabou morrendo de causas naturais.

O ícone do cinema Alain Delon anunciou o fim da carreira em 2017, aos 81 anos. Dois anos depois, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), ficou internado por três semanas, mas se recuperou em uma clínica na Suíça. 

Antes disso, em 2010, Delon confessou à revista Paris Match que perdeu "a paixão" pelo mundo e que passa a maior parte de seu tempo "à toa", rodeado de seus animais de estimação enquanto tenta desfrutar ao máximo de seus filhos e seus netos para "não morrer sozinho". Quando sua ex-mulher Mireille Darc faleceu, em 2017, o ator disse que ela era a mulher de sua vida e que, sem ela, também poderia partir. 

"Fui tão feliz como não se pode ser toda a vida. E quero compartilhar o máximo que puder com meus filhos. Não quero morrer sozinho", afirmou.

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