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'Malazartes e o Duelo com a Morte' chega aos cinemas nesta quinta

"O mais esperto dos homens vai enganar a morte ou será a morte que vai enganar o mais esperto dos homens?". Esse é o mote que move Malasartes e o Duelo com a Morte, filme que teve pré-estreia durante o Cine Ceará e chega nesta quinta-feira, 9, aos cinemas. Dirigido por Paulo Morelli, o longa aposta na comédia lúdica para se firmar como uma superprodução brasileira.
O personagem, interpretado por Jesuíta Barbosa, representa a icônica figura do caipira esperto e brincalhão, o gaiato fanfarrão e trapaceiro, que aparece na literatura popular desde os romances medievais da península ibérica e, por esse meio, chega posteriormente ao Brasil. Sua influência é mais reconhecida para nós em personagens que vão desde Mazzaropi a Didi Mocó, passando pelo João Grilo de O Auto da Compadecida.
No filme, Pedro Malasartes é apaixonado pela bela Áurea (Isis Valverde), relacionamento visto com desconfiança e resistência do irmão da moça, o brucutu Próspero (Milhem Cortaz). Malasartes, no entanto, encontra-se com a Morte (personificada por Julio Andrade), depois que ele quase parte dessa para uma melhor, e Ela lhe propõe uma troca: está cansada de levar a vida das pessoas e procura alguém tão esperto e tinhoso como ele para ocupar esse lugar.
O filme é claramente uma tentativa de investir em um cinema de apelo popular, via comédia farsesca, mas levando-a para outro lugar do espetáculo cinematográfico. Abusando dos efeitos especiais e mergulhando fundo na fantasia, o filme promove o encontro desse universo rural e malandro com um mundo mitológico, visualmente muito rico e estimulante para a imaginação.
O trabalho todo da computação gráfica não faz feio – há uma sequência com um balé de velas suspensas muito impressionante. Apesar disso, não se compara ao tamanho de grandes produtos norte-americanos (o filme custou pouco mais de 10 milhões de reais, bem pouco para os padrões americanos em se tratando de uma produção desse porte).
Existe uma preocupação muito grande com todo o visual pirotécnico, deixando em segundo plano o roteiro da história, ainda que seja originalmente marcado pela ingenuidade. O filme poderia ser um pouco mais divertido do que promete, mas ainda assim não deixa de ser uma tentativa de produzir algo peculiar dentro do cinema comercial brasileiro.
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