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POLÍTICAS AMBIENTAIS

Europa inicia processo de taxação de "carbono importado"

Empresas terão de declarar emissões de gases de efeito estufa resultantes da fabricação de produtos importados

Da Redação
Por Da Redação
O CBAM engloba as indústrias de cimento, ferro e aço, alumínio, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio
O CBAM engloba as indústrias de cimento, ferro e aço, alumínio, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio - Foto: Reprodução

A União Europeia publicou as primeiras regras do seu mecanismo de ajuste de fronteira para o carbono, ou o imposto sobre importação de carbono. Também conhecido pela sigla em inglês CBAM, a sobretaxa será a primeira no mundo deste tipo e visa a evitar que as companhias do bloco transfiram sua produção para regiões do mundo onde as políticas climáticas são mais frouxas. O Mercado de Carbono se enquadra no ODS 13, que trata da Ação Climática.

O CBAM engloba as indústrias de cimento, ferro e aço, alumínio, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio e todos os produtos que incluam essas matérias-primas. Esses setores estão sujeitos às regras do mercado regulado de carbono do continente (ETS) e os importadores já devem enviar o primeiro relatório até 31 de janeiro de 2024. A empresa de pesquisa de mercado S&P Global estima que a arrecadação do CBAM deve chegar a US$ 80 bilhões por ano a partir de 2040.

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Nessa fase inicial, as empresas terão apenas de declarar o carbono “embutido” em suas importações. O teste servirá como aprendizado para importadores, produtores e autoridades, mas os Estados-membros devem passar por um período de transição já a partir do próximo mês de outubro, entrando em vigor em janeiro de 2026.

As empresas terão de informar os bens importados no quarto trimestre deste ano e as respectivas emissões de gases de efeito estufa. Em caso de descumprimento da obrigação, haverá uma penalidade entre € 10 a € 50 por tonelada de CO2 não-declarada.

Quando a legislação estiver plenamente em vigor, a expectativa é que ela abranja mais de 50% das emissões dos setores cobertos pelo ETS. O valor da sobretaxa deve acompanhar o preço da tonelada de carbono negociada no mercado regulado. O Brasil está em processo de análises de Projetos de Lei que visam à regulamentação do Mercado de Carbono no país.

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