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A Bahia é dos Brasileiros
Confira o artigo do senador Jaques Wagner


A chegada de mais um 2 de julho nos serve para reafirmar que a verdadeira independência do Brasil não se confirmou naquele 7 de setembro de 1822, com um brado pacífico às margens do Ipiranga. A história mostra que foi em solo baiano, quase dez meses após o grito de Dom Pedro, que expulsamos totalmente as tropas portuguesas do nosso território.
Desde então, a Bahia sempre se posicionou na vanguarda, não apenas inspirando, mas traduzindo plenamente o significado de liberdade e soberania.
Sob o manto desse orgulho cívico que tive a honra de ser o relator, no Senado Federal, do Projeto de Lei nº 5.672, de 2025, que transfere a sede do Governo Federal para Salvador no dia 2 de julho.
O avanço desse projeto é um gesto de valorização da memória nacional. Ele reconhece que Salvador, primeira capital do país, é o berço onde o Brasil deixou de ser uma intenção para se tornar uma pátria soberana.
Quando governei a Bahia, sempre pautei nossas ações pelo resgate desse capítulo fundamental da nossa história. Uma delas foi a transferência anual da sede do Governo da Bahia para a cidade de Cachoeira todo 25 de junho, instituída pela Lei nº 10.695/2007. Uma justa homenagem aos confrontos realizados no Recôncavo, que marcaram o início da caminhada pela verdadeira independência.
Da mesma forma, em 2010, sancionei a Lei nº 11.901, que instituiu o "Hino ao 2 de julho" como o hino oficial do nosso estado, imortalizando os versos inspiradores que nos lembram que "com tiranos não combinam, brasileiros, brasileiros corações".
Este ano, o 2 de julho coincide com o início da corrida eleitoral, a nossa "festa da Democracia". Que ela seja pautada pela busca da justiça, pelo respeito à vontade popular e pelo direito sagrado de escolha do nosso povo. E que nos inspiremos na coragem de Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e de tantos heróis anônimos que regeram a nossa liberdade.
Celebrar a independência, contudo, exige compreender seu significado no presente. Hoje, a verdadeira independência se traduz na defesa intransigente da democracia e na preservação da autonomia das nossas instituições.
O grande diferencial da atual gestão do presidente Lula reside justamente no restabelecimento do respeito institucional e no equilíbrio harmônico entre os três Poderes. Garantir que as instituições funcionem de forma autônoma, técnica e dentro dos limites constitucionais é o que nos protege dos excessos e salvaguarda os direitos de cada cidadão.
A independência é um valor vivo. Que o 2 de julho nos lembre, portanto, de que a Bahia é dos brasileiros. Nosso estado seguirá firme, como vanguarda democrática, garantindo que o Brasil permaneça uma nação livre. Viva o 2 de julho!