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A eterna condição de estudante

Confira artigo do assessor especial da Secretaria de Educação da Bahia, Manoel Calazans

Manoel Calazans* / Professor, assessor especial na SEC
Por Manoel Calazans* / Professor, assessor especial na SEC
Assessor especial da Secretaria de Educação da Bahia, Manoel Calazans
Assessor especial da Secretaria de Educação da Bahia, Manoel Calazans - Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

Durante muitos anos, o Brasil foi considerado um país jovem, com uma parcela significativa da população em idade produtiva. Hoje, os dados do IBGE revelam um processo acelerado de envelhecimento populacional. Cabe ao país, portanto, pensar em políticas para cuidar dos idosos, mas sem jamais diminuir a atenção dedicada à juventude.

O jovem estudante de hoje será também aquele que cuidará dos idosos e ajudará a definir os rumos da nação. Por isso, falar de juventude sem considerar crianças, adultos e idosos é um equívoco. Precisamos construir uma sociedade que valorize a vitalidade e a inquietação dos jovens, sem desconsiderar a experiência acumulada pelas gerações que os antecederam.

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Escolho falar da juventude porque 11 de agosto marca o Dia do Estudante. E ser estudante não é uma condição exclusiva dos jovens, embora eles sejam maioria nas escolas e universidades. Pensar políticas para estudantes é, em grande medida, pensar políticas de juventude.

Temos uma sociedade marcada pelo individualismo, pela virtualidade, pelas redes sociais e por profundas transformações nas relações humanas. Neste cenário, é fundamental construir políticas públicas que assegurem aos jovens protagonismo, participação e espaços de convivência, diálogo e formação.

Os estudantes estão nas escolas e universidades, mas também estão em nossas casas, nas ruas e nos territórios. Eles não representam apenas o futuro: constroem o presente. Ser estudante é aprender permanentemente, descobrir, questionar, escutar a experiência acumulada e, ao mesmo tempo, preservar o vigor da descoberta, da inquietação e do esperançar.

Na Bahia, programas desenvolvidos pela Rede Estadual de Educação têm buscado ampliar o protagonismo juvenil e garantir aos estudantes o direito de sonhar, de ingressar na universidade e se tornarem cientista, artista, profissional ou aquilo que desejarem. Dar voz aos jovens é também construir uma nova perspectiva de escola e sociedade. As políticas de juventude e de Educação precisam ser pensadas com os estudantes e para os estudantes. O amanhã se constrói hoje, a partir de experiências, conhecimentos e escolhas do presente.

A todos os estudantes, especialmente os das redes públicas e privadas da Educação Básica, das universidades, das escolas indígenas, do campo e quilombolas, meu reconhecimento e minha homenagem.

Parabéns pelo Dia do Estudante! Que esta data celebre o conhecimento, a curiosidade, a esperança e o protagonismo de cada estudante que transforma o presente e ajuda a construir o futuro da Bahia e do Brasil.

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Educação

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