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Aprendizagem como promotora da soberania e da justiça social na Bahia

Confira o artigo da secretária da Educação do Estado da Bahia, Rowenna Brito

Rowenna Brito, secretária da Educação do Estado da Bahia

Por Rowenna Brito, secretária da Educação do Estado da Bahia

08/01/2026 - 8:12 h
Imagem ilustrativa da imagem Aprendizagem como promotora da soberania e da justiça social na Bahia
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De forma intencional, o título deste artigo coincide com o tema do ano letivo de 2026 da rede estadual da Bahia. A proposta é refletir sobre a aprendizagem, a soberania e a formação cidadã dos estudantes, especialmente diante das ameaças recentes ao Estado Democrático brasileiro e da necessidade de enfrentá-las à luz da educação.

Anualmente, a rede estadual define um tema orientador que, na perspectiva de Paulo Freire, pode ser compreendido como um tema gerador, a partir do qual se estruturam os projetos pedagógicos, as pesquisas científicas e o desenvolvimento curricular das escolas.

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Discutir soberania no contexto educacional implica reconhecer que a valorização da identidade, da independência política e dos valores sociais de um povo está diretamente relacionada à formação crítica construída no espaço escolar.

A soberania de uma nação se fortalece quando seu povo é educado para compreender criticamente a realidade social, política e histórica em que está inserido. Nesse sentido, a aprendizagem desempenha papel central na consolidação de uma cidadania ativa, capaz de defender a democracia e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.

Ao longo de 2026, a rede estadual da Bahia pretende promover um amplo debate envolvendo professores, professoras, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e estudantes, com o objetivo de fortalecer a consciência democrática e prevenir retrocessos institucionais, como os ocorridos no Brasil em 8 de janeiro de 2023.

Cabe destacar que essa proposta não se configura como uma discussão ideológica, mas como uma abordagem essencialmente pedagógica. Parte do reconhecimento da diversidade brasileira – geográfica, territorial, regional, cultural e ancestral – busca integrar essa reflexão ao currículo escolar em todas as áreas do conhecimento, contribuindo para a formação crítica dos estudantes baianos e para o fortalecimento dos valores democráticos.

Desejo que o ano letivo de 2026 seja repleto de conquistas e produções científicas. Agora no mês de janeiro iniciaremos as matrículas escolares, e é importante que toda a sociedade baiana esteja imbuída em mobilizar e divulgar a importância que toda a juventude do Estado da Bahia esteja devidamente matriculada, incluindo os jovens, adultos e idosos – ninguém deve ser esquecido.

Identifique quem próximo a você, caro leitor, não concluiu os estudos. A matrícula inicia dia 12 de janeiro, mas durante todo o ano as escolas estão abertas, inclusive nas férias de janeiro. Educação emancipa e fortalece a democracia.

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