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Guerra reforça necessidade de defesa da soberania brasileira

Conflito na região reforça a necessidade de ampliação imediata de investimentos

*Deyvid Bacelar

Por *Deyvid Bacelar

04/03/2026 - 7:19 h

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Além dos relevantes aspectos geopolíticos, a escalada de uma nova guerra no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Ormuz e a interrupção da cadeia de produção global de óleo, gás e fertilizantes nitrogenados, apontam para uma elevação dos preços internacionais de petróleo e de outros bens que utilizam aquela rota, como os fertilizantes importados pelo Brasil.

Um cenário com múltiplas repercussões para a Petrobrás, para o Brasil e para a Bahia, em particular. O possível aumento dos custos associados à produção da refinaria controlada pela ACELEN deverá levar a ajustes no preço de recompra da RLAM, com impactos no preço na bomba para o consumidor baiano.

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O conflito na região reforça a necessidade de ampliação imediata de investimentos no parque de fertilizantes brasileiro, como a planta de amônia e ureia verdes da fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia - projeto defendido pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) junto à diretoria de Transição Energética e de Processos Industriais da Petrobrás -; no incremento das obras de conclusão da unidade de fertilizantes de Mato Grosso do Sul e conclusão imediata da manutenção da fábrica de fertilizantes do Paraná.

Além disso, são essenciais investimentos em fontes alternativas, energias renováveis, combustíveis do futuro e biorrefinarias, assim como na produção de bioinsumos, a partir, por exemplo, do cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii, no litoral brasileiro.

Em paralelo, são necessários também investimentos na produção de óleo e gás na Margem Equatorial, sem perder de vista os campos maduros, e na ampliação da capacidade de refino do país, visando a maior disponibilidade de oferta para atender a demanda interna e conter a inflação.

Mais do que em qualquer outro tempo histórico, os investimentos em exploração e produção de petróleo, bem como na expansão do parque de refino e renováveis são estratégicos para a manutenção da soberania nacional e mitigação dos efeitos gerados por um cenário de possível recessão global, a partir deste conflito bélico.

Diante do cenário extremamente desafiador, é de suma importância o aumento do abastecimento nacional, tanto para derivados como fertilizantes, no sentido de diminuir nossa vulnerabilidade num contexto geopolítico perigoso e de interrupções de rotas comerciais. Isso exige o incremento e a valorização da mão de obra própria e especializada da Petrobrás e da efetivação dos concursos públicos já realizados e de outros já requisitados pela FUP.

Estamos num momento de escalada de guerras e crise do multilateralismo. Estará mais preparado quem tem a maior internalização da produção de bens e insumos estratégicos para o abastecimento nacional. Nesse sentido, o país deve envidar todos os esforços para diminuir a dependência externa no curto, médio e longo prazos.

*Por Deyvid Bacelar – coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e membro do Conselhão do presidente Lula

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