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Lula e os traidores da pátria

Confira o artigo do jornalista e escritor Emiliano José

Emiliano José
Por Emiliano José
Imagem ilustrativa da imagem Lula e os traidores da pátria
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A atitude do governo norte-americano de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas tinha de merecer nota enérgica do governo Lula, e mereceu. Não fala em Donald Trump. Brasil é nação soberana e trava combate permanente às organizações criminosas, prioridade do Estado. Tais organizações buscam o lucro através do crime, sitiam, aterrorizam milhões de pessoas nos territórios onde elas vivem. Lula acentua isso, é posição corajosa, nem sempre assumida pela esquerda.

Tais organizações não podem, no entanto, ser confundidas com estruturas movidas por motivos ideológicos, políticos, religiosos, próprios do terrorismo internacional. Segurança da população é importante demais para “ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos, por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.

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Deplorável, diz a nota, a atitude de integrantes da família Bolsonaro, novamente indo aos EUA para defender intervenção estrangeira, como já haviam feito ao pedir o tarifaço. Lula, em discurso em Sergipe, no sábado, comparou Flávio Bolsonaro a Joaquim Silvério dos Reis – traidor da pátria.

A nota lembra a aprovação recente de rigorosa lei de combate às facções e milícias, com penas de até 80 anos de prisão. Também o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, “que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”. Milícias, observo, é calcanhar de Aquiles da família Bolsonaro, carne e unha delas no Rio de Janeiro.

Foi apresentada pelo governo brasileiro, em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil. Tudo isso está na nota, serena e firme, a evidenciar atuação comum.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. “Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.

Em resumo, diz a nota, “trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país”. Conclui: “A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”. Uma nota, insista-se, firme e serena. Lula, outra vez, altivo. Não abaixa a cabeça diante do império. Sempre aberto ao diálogo. Nunca aceitando submissão. A soberania, inegociável.

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Comando Vermelho Lula PCC trump

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