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OPINIÃO

Manipulação social

Confira o artigo de José Medrado, mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz

Por José Medrado

02/04/2025 - 3:45 h
José Medrado é mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz
José Medrado é mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz -

Nesta semana do 31 de março, que não devemos esquecer, quando o Brasil entrou no obscurantismo da ditadura militar, há uma notícia circulando pelas mídias, em geral, que a moça conhecida como Débora do batom, Débora Rodrigues dos Santos, indevidamente está sendo acusada de um único crime, que foi o de ter pichado a estátua da Justiça. Não é verdade, haja vista o que diz o Artigo 29 do Código Penal, onde esclarece que qualquer pessoa, de algum modo, concorre para o crime, seja como autor, coautor ou partícipe, é considerada culpada. Isso inclui aquelas que, mesmo não participando diretamente do ato criminoso, ajudam ou facilitam a sua realização.

Haverá alguma dúvida que essa moça participou? Quanto ao que merece, na tal dosimetria da pena, cabe aos seus advogados questionarem, considerando tudo que se sabe e pode ler da sua sentença condenatória. Não se trata aqui de não ter compaixão ou algo que o valha, mas aprendi nos meus 37 anos de serviço no Judiciário Federal, que dura lex, sed lex – a lei é dura, mas é a lei.

O que, em verdade, vemos é o reforço do que se apurou o Instituto Ipsos de pesquisa, onde mais de 120 milhões de brasileiros acreditam em fake news, segundo levantamento do órgão pesquisador, divulgado em outubro passado. Os dados: 62% dos brasileiros acreditam em notícias falsas, o que faz o Brasil liderar este ranking infame, no mundo. Nessa linha é que se tem insistido que Débora do batom foi injustamente condenada.

O brasileiro, já sabemos há muito, não é afeito à leitura, nem a pesquisas, o que o torna alvo fácil da conhecida em Psicologia como manipulação de massa, geradora de desinformação, mentiras ou mesmo omissão de fatos. A psicologia de massas também estuda fenômenos como o fanatismo político e religioso, bem como a formação de líderes carismáticos, que exercem grande poder sobre pessoas e grupos. As principais técnicas, afirmam os estudiosos da área, são discursos emocionais: usam emoções como medo, esperança e raiva para influenciar as pessoas. Propaganda: a disseminação de informações seletivas para moldar a opinião pública. Manipulação da mídia: plantar a informação para direcionar a narrativa política. Liderança carismática: pessoas carismáticas podem usar sua personalidade para atrair seguidores.

Precisamos, então, estar sempre muito atentos, buscando em fontes confiáveis a informação precisa, mesmo que a mentira seja algo que gostamos de ouvir, porque atende ao que julgamos certo. Um lembrete: se você simplesmente pensar agora – tudo isso é bobagem... lamento, mas você já faz parte dessa massa, porque sequer cogitou considerar a reflexão, pois afinal de contas é assim que se constrói o saber individual com repercussão coletiva.

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