Lançamentos até o fim de 2019

Publicado quarta-feira, 16 de outubro de 2019 às 11:50 h | Atualizado em 16/10/2019, 12:10 | Autor: Lucia Camargo Nunes | Foto: Steve Fecht | General Motors

Mesmo depois de tantos lançamentos e novas linhas 2020 em agosto e setembro, o mercado brasileiro ainda terá algumas novidades até o fim de 2019. Em ano sem Salão do Automóvel de São Paulo (evento bienal, que ocorre em anos pares), restam agora mais estreias importadas, embora algumas novas versões de modelos nacionais estejam no radar.

Até novembro deve chegar às concessionária Mercedes-Benz a nova geração do crossover GLC (a atual versão parte de R$ 280 mil), que foi apresentado no Salão de Genebra, na Suíça, em março deste ano. Com suas linhas que mesclam SUV e cupê, o novo Mercedes, que concorre com BMW X3 e Audi Q5, ganhou reestilização no conjunto frontal (grade, faróis e entradas de ar) e novas tecnologias. Entre elas a MBUX, plataforma de inteligência artificial que permite que o motorista personalize recursos, como temperatura do ar-condicionado e sistema de som pelo comando de voz. São esperadas as duas variações do GLC: Coupé e SUV.

A também alemã BMW prepara o lançamento do X1 para novembro. O SUV já é produzido em Araquari (SC) e recebe atualizações para a linha 2020. Além da grade mais ampla, tendência em outros veículos da marca, os faróis redesenhados ganharam LED, luzes diurnas em formato mais quadrado e faróis de neblina retangulares.

Mudanças

Atrás as mudanças foram menores. As lanternas redesenhadas têm tecnologia full-LED e as saídas de escapamento estão maiores. Por dentro, o destaque fica para a alavanca do câmbio que passa a ser eletrônica e a central multimídia com sistema mais moderno e tela que pode variar de 8,8 a 10,2 polegadas, conforme a versão. Os motores serão mantidos: 2.0 flex em opções de 192 cv e 231 cv. Seus preços devem ficar próximos a R$ 200 mil.

Já anunciada e em pré-venda desde setembro, a Land Rover deve iniciar agora em outubro as entregas e vendas da versão de entrada e flex do Range Rover Evoque na versão P250, equipada com motor 2.0 turbo flex de injeção direta com 249 cv de potência e transmissão automática de 9 velocidades. Esse modelo vem importado da Inglaterra (enquanto o Discovery Sport continua sendo produzido em Itatiaia, Rio de Janeiro). Entre os destaques dessa nova versão está a central multimídia de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital, teto solar panorâmico, park assist, câmera de ré e assistência de frenagem de emergência, entre outros itens. O novo Evoque flex tem preço de R$ 281.600.

Bolt

A pré-venda do elétrico Bolt EV está prestes a ser anunciada pela General Motors até o final deste mês, com entregas para o início de 2020. A expectativa é se o compacto plug-in virá na versão 2020 de maior autonomia (com 414 km versus 383 km do modelo 2019) apresentada recentemente nos EUA. Esse aumento ocorreu graças à maior capacidade de armazenamento nas células das baterias, que passou de 60 para 66 kWh. Seu motor elétrico entrega potência equivalente a 203 cv e 37 kgfm de torque. A carga completa poderá ser feita em 10 horas por tomada de 220 volts. Com um carregador rápido, meia hora de carga dará autonomia de 145 km ao Bolt.

A versão esperada do elétrico é a topo de linha Premier, com rodas de 17 polegadas, câmera 360 graus e alerta de mudança de faixa e ponto cego. Até então o preço anunciado pela GM era de R$ 175 mil, abaixo do concorrente Leaf, da Nissan (R$ 195 mil), e mais caro que o chinês da JAC iEV40 (R$ 153.900), ambos já à venda, mas prometidos anteriormente a preços menores.

O fim de ano ainda reserva a chegada do Suzuki Jimny Sierra em novembro. A quarta geração do SUV compacto virá do Japão em três versões, sendo duas automáticas. Elas vão conviver com o modelo atualmente produzido em Catalão (GO). Na Sierra, o powertrain foi renovado com unidade de 1,5 litro de 108 cv de potência e 14,1 kgfm de torque. A tração é a AllGrip Pro com reduzida e função LSD, que facilita a transposição de obstáculos. Traz ainda controle de estabilidade (ESP), Hill Hold (assistente de partida em rampas) e Hill Descent (assistente de descida). As molduras dos para-lamas são mais largas e vêm com textura anti-risco, assim como os para-choques. Os vidros laterais são verticais para evitar acúmulo de lama ou água. O teto tem maior área e é equipado com calhas, que permitem a instalação de racks nas extremidades. Por dentro, o Jimny Sierra traz sistema multimídia de 7” com a conectividade dos sistemas Apple CarPlay e AndroidAuto e ar-condicionado digital automático. Os preços não foram divulgados, mas para se ter ideia, o atual Jimny nacional com motor 1.3 de 85 cv custa entre R$ 74.490 e R$ 92.990.

E a Fiat, após o sucesso de vendas da versão mais esportiva Trekking do Argo, com motor 1.3 de 109 cv e câmbio manual, deve lançar até o fim do ano um upgrade com a opção mais potente, de motor 1.8 e transmissão automática de 6 marchas. A ideia é competir com novos players nesse segmento de compactos mais esportivos, como Renault Stepway (ex-Sandero) e novo Hyundai HB20X.

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