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Clássico da Chevrolet retorna ao mercado com visual e motor renovado

Modelo retorna após duas décadas fora de linha

Luan Julião
Por
Produzido na China, o sedã volta a integrar a estratégia global da GM
Produzido na China, o sedã volta a integrar a estratégia global da GM - Foto: Divulgação

Mais de duas décadas após o fim da produção do Monza original, a General Motors decidiu ressuscitar o nome na China e, de quebra, transformar o modelo em uma peça-chave de sua estratégia global. O sedã, fabricado exclusivamente no país asiático, já aparece em diferentes regiões do mundo, embora nem sempre com o mesmo nome.

Em países da América Latina e do Oriente Médio, ele assume identidades variadas para se adaptar a cada mercado. No México, por exemplo, é chamado de Cavalier, enquanto no Catar chega às lojas como Cruze.

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A tática remete ao antigo Projeto J, iniciativa global da GM nos anos 1980 que deu origem ao Monza brasileiro de 1982. Naquele período, o mesmo carro assumia nomes de marcas diversas, como Cadillac Cimarron, Opel Ascona, Vauxhall Cavalier, Buick Skyhawk, Oldsmobile Firenza, Holden Camira e Isuzu Aska, conforme a região.

Hoje, a proposta se repete, porém com uma diferença fundamental: a Chevrolet é a única responsável pela venda do modelo, já que o conglomerado não possui mais a mesma variedade de marcas do passado.

Medidas próximas às do Cruze brasileiro

Independentemente do nome, Monza ou Cruze, o sedã atual sai das linhas chinesas com exatamente o mesmo conjunto estrutural. O modelo tem 4,65 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,46 m de altura e 2,64 m de entre-eixos.

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Essas dimensões o colocam praticamente no mesmo patamar do Cruze que foi vendido no Brasil até 2024, a diferença mais significativa está no entre-eixos, menor no novo Monza. O porta-malas também perde ligeiramente: são 405 litros, ante 440 litros do Cruze nacional.

Gama de motores varia conforme o país

A motorização acompanha a lógica de adaptação regional. Nos mercados do Oriente Médio, o modelo vendido como Cruze utiliza um motor 1.5 aspirado, quatro cilindros, com 113 cv, combinado a um câmbio automatizado de dupla embreagem, de seis marchas.

Já na China, o Monza oferece ainda um 1.3 turbo de três cilindros, com 163 cv e 23,5 kgfm de torque, auxiliado por um sistema híbrido leve de 48V. A Chevrolet divulga consumo de 21 km/l na cidade e 17,4 km/l na estrada, além de aceleração de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos.

Brasil deve seguir sem o retorno do Monza ou do Cruze

Apesar da nova fase internacional, a GM não planeja trazer o Monza ou reinstalar o Cruze no mercado brasileiro. O Monza encerrou sua trajetória nacional em 1996, após longo protagonismo entre os sedãs médios. O Cruze, por sua vez, saiu de cena em 2024 devido à queda nas vendas e à forte migração dos consumidores para os SUVs.

Com isso, a estratégia da Chevrolet no Brasil permanece concentrada em modelos como Onix, Tracker, Montana, Spin e S10, além do portfólio de elétricos importados, composto por Blazer EV, Equinox EV e o recém-chegado Spark EUV.

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chevrolet estratégia global mercado automotivo monza motorização sedã

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