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"Infraestrutura urbana é obstáculo para carros autônomos", diz vice-presidente da BYD

Executivo da montadora chinesa aponta falta de planejamento e burocracia como barreiras para avanço da mobilidade sustentável

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD
Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD - Foto: Divulgação

A adoção em larga escala de carros autônomos no Brasil ainda esbarra em um problema antigo: a precariedade da infraestrutura urbana. A avaliação é de Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da montadora chinesa BYD, que participou da Expert XP, em São Paulo, e alertou para os desafios enfrentados pela mobilidade sustentável no país.

“Por mais que a indústria avance, se a infraestrutura urbana não acompanhar, a adoção de veículos autônomos será limitada a nichos”, afirmou Baldy.

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Para ele, o Brasil tem uma janela de oportunidade única para liderar a transição energética na América Latina, mas isso exigirá ações concretas e coordenadas entre governos, setor privado e sociedade.

O executivo destaca que o país possui vantagens significativas, como uma matriz energética limpa, um parque industrial competitivo e conhecimento técnico disponível. “O que falta é clareza nas políticas públicas e, principalmente, planejamento urbano”, alertou.

Linha de montagem na fábrica da BYD na Bahia
Linha de montagem na fábrica da BYD na Bahia - Foto: Cássio Moreira | Ag. A TARDE

Além das deficiências estruturais, Baldy também criticou a burocracia brasileira, que segundo ele representa um dos maiores entraves ao progresso. “O brasileiro tem que ser camaleão diante da burocracia, nosso maior obstáculo. Ainda assim, estamos avançando.”

A transição energética, segundo Baldy, vai muito além da troca de motores a combustão por baterias. Envolve uma cadeia complexa que inclui produção local, inteligência artificial, infraestrutura de recarga e integração com o ambiente urbano.

“Não dá para fazer a revolução energética apenas de dentro da fábrica. Ela precisa sair para as ruas. E, para isso, as ruas precisam estar preparadas.”

O vice-presidente da BYD finalizou fazendo um apelo a prefeituras e governos estaduais: “A modernização urbana precisa ser tratada como política de Estado. Sem isso, o Brasil perde a chance de liderar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável.”

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