Saiba quais os itens mais valorizados pelas mulheres na escolha do carro

Publicado quarta-feira, 24 de março de 2021 às 06:04 h | Atualizado em 23/03/2021, 22:58 | Autor: Lúcia Camargo Nunes | De São Paulo

Elas são mães, executivas de grandes corporações e motoristas. Com tantas atribuições, precisam ter carros que lhes garantam tranquilidade e atendam às suas necessidades. As mulheres escolhem veículos por motivações e ideias bem específicas. Gostam de carros altos, bonitos, espaçosos e conectados.

Um estudo feito pela plataforma digital de educação Younder, em parceria com o Instituto Mobih, indicou que enquanto 45% dos homens optam pelo carro para se deslocar, porque querem ter mais controle sobre chegada e saída, 40% das mulheres optam pelo próprio carro porque preferem manter sua privacidade.

Outro levantamento, da Navegg, empresa que se dedica a estudar o comportamento humano, para descobrir padrões e antecipar tendências, apontou que a maioria dos brasileiros interessados em veículos é mulher (58%), casada (69%), com idade entre 35 e 59 anos (37%), da classe A/B (75%) e graduada (58%).

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Tamanho do porta-malas e o espaço interno pesam na escolha | Foto: Divulgação

Adora dirigir

E essas guerreiras sabem mesmo o que querem. A jovem executiva e empreendedora baiana Iara Schimmelpfeng, de 38 anos, é diretora de operações e suprimento da Petrobahia, diretora na Associação Comercial da Bahia e mãe de três meninos – de 14 e 10 anos e um bebê de 10 meses.

“Eu adoro dirigir”, diz a empresária logo ao ser questionada sobre sua relação com os carros. “Até mesmo para viajar meu marido não tem vez. Eu moro muito perto do trabalho, o que otimiza meu tempo, mas curto menos o carro. Ainda assim, viajo com frequência a trabalho nas redondezas de Salvador, e também aos fins de semana”, conta.

Ela escolheu um Nissan Kicks e a decisão de compra partiu dela mesma. O marido, Walter, possui um Jeep Compass. “Dirijo os dois e prefiro o meu. Os critérios de minha escolha começam pelo porta-malas, que precisa ser espaçoso, levar tudo o que preciso. Outro atributo é o banco, que precisa ser reto, o formato me deixar confortável”, explica Iara. A executiva também valoriza a altura do carro, para enfrentar terrenos mais acidentados, e seus recursos de conectividade com o celular e sistema de som.

Tal qual a bolsa

Como toda bolsa repleta de utilidades, no Kicks ela leva lanterna de emergência, canivete, bloco de anotações, álcool em gel, lencinho umedecido, flanela, carregador de celular, protetor solar e óculos de sol.

Ela também é criteriosa com manutenção e limpeza: as revisões são feitas na concessionária, e de uma a duas vezes por mês ela faz uma limpeza mais aprofundada. A troca é decidida assim que o veículo começa a pedir manutenção. “Não quero administrar carro na oficina. De um modo geral, faço toda a manutenção, mantenho higienizado, está sempre muito bem conservado”, orgulha-se.

O tripé design, segurança e altura mais elevada são os principais quesitos na escolha de um veículo para a vice-presidente de relações humanas da Continental Brasil e Argentina, Ana Claudia Oliveira. “Eu que escolho meus carros, pela estética e segurança”, explica a dona de um Volvo XC60.

“O carro sempre foi um instrumento de mobilidade. Adquiri a paixão mesmo há uns 15 anos, quando trabalhei no RH da Ford, em Camaçari. Nesta experiência, vendo todo o processo de montagem, dos seus bastidores, me ativou uma visão de interesse”, conta a baiana de 55 anos, que passou a mesma paixão aos dois filhos, de 25 e 27 anos – um possui um Jeep Cherokee Sport e o outro um Mitsubishi ASX, que Ana Claudia ajudou a escolher. O marido também gosta de carros robustos, porque viaja bastante a trabalho, com um Jeep Grand Cherokee.

Para ela, seu Volvo tem dois momentos, por causa da pandemia. “Antes, eu estava morando em São Paulo, usava bastante o carro para visitar unidades da Continental em cidades próximas. Desde a pandemia, voltei a morar em Salvador e trouxe o Volvo comigo, que fica a maior parte do tempo na garagem”.

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Conectividade: atributo cada vez mais valorizado pelas mulheres | Foto: Divulgação

No radar

Atenta aos deveres, ela cuida da calibragem dos pneus, da lavagem e vai agendar em breve a próxima revisão – nesse ponto a tecnologia ajuda, porque o próprio veículo informa o momento de realizar a manutenção periódica. “Até se precisar trocar um pneu, que é uma tarefa desafiadora, se tiver alguém para ajudar eu troco também”, brinca.

O modelo eletrificado está em seu radar. “Estamos numa demanda de olhar para a frente, do mercado evoluir com os carros elétricos. Tenho muita expectativa de migrar para essa tecnologia, menos poluente. E a conexão é fundamental, para trazer uma segurança adicional”, conclui.

Lidar com automóveis no dia a dia também traz um brilho nos olhos de Marina Willisch. A vice-presidente de relações governamentais e comunicação da General Motors para a América do Sul tem à sua disposição os modelos que quiser da marca e conta que faz questão de conhecer todos.

“Eu valorizo muito a tecnologia e todo seu conjunto, com segurança, performance e conectividade. Para você ter ideia, outro dia estava participando de uma reunião online com o grupo Unidos pela Vacina, do qual eu participo, e a internet em casa estava ruim. Eu desci, então, para a garagem e fui fazer a reunião do carro que estou usando, um Onix Plus, que tem a internet nativa e estava melhor que a de casa”, menciona a executiva.

A conectividade, para ela, ajuda muito nas “1.001 funções” que as mulheres têm em suas rotinas. “Vou buscar filho na escola, vou no supermercado, busco uma roupa que deixei para fazer ajuste, passo na minha mãe, pego comida, levo na minha avó, deixo as crianças... então preciso estar conectada o tempo inteiro, com acesso fácil”.

Trabalhando na GM e com todo seu portfólio à disposição, Marina tem um “xodó” especial pelo Bolt EV. “Esse carro é o máximo. Ele é elétrico e tem outras muitas qualidades, design bonito, porta-malas grande e muita tecnologia”, explica a executiva de 42 anos, que é mãe de uma menina de 7 e gêmeos de 4 anos. “As crianças também adoram carro, e espero que quando eles forem adultos exista uma eletrificação maior no país, que eles tenham a oportunidade de dirigir um elétrico e isso seja algo normal”, completa.

Para viajar, ela escolhe uma robusta Trailblazer, em função do grande porta-malas e conforto. “Para uma mulher muito ativa, que tem um monte de coisas para fazer, mesmo que não tenha filhos (eu mesma antes de ter filhos fazia até mais coisas), ter carro é sinônimo de liberdade para decidir para onde e quando vou. Quando eu viajo para dentro ou fora do país, eu adoro dirigir, gosto da sensação de parar onde quiser. Já fui para o Rio, Bahia, Rio Grande do Sul e conheci lugares que se não tivesse de carro não conheceria”, relata a executiva.

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