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Segurança em primeiro lugar

Por Guilherme Magna | A TARDE SP
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Quem já dirige há mais de vinte anos, provavelmente lembra que os carros mais simples tinham retrovisor apenas do lado esquerdo. Este item foi opcional até 1998, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), decidiu transformar em lei a instalação do espelho do lado direito assim como já havia obrigado todos os brasileiros a afivelarem o cinto de segurança na cidade.
Esta mudança explica um pouco do que já sabemos: nossos automóveis precisam melhorar e muito no quesito segurança. Testes de colisão indicam o quanto precisamos da tecnologia para salvar vidas não somente dos que viajam a bordo de um esportivo importado mas de qualquer veículo homologado para rodar no país.
Hoje o órgão define itens básico como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Mais recentemente se tornou mandatório o brake light e os airbags dianteiros e freios ABS em 2014, o que motivou a descontinuação de veículos como a Kombi e o Fiat Uno da primeira geração.
Para os próximos anos, o Contran já determinou alguns itens que serão obrigatórios. É o caso do Isofix que deve ser item de série até 2020 e então ser instalado nos carros modelo 2020 já no próximo ano. Este é o padrão internacional para fixação de cadeirinhas infantis. O funcionamento dela é simples: o item se prende a ganchos soldados na carroceria ao invés de cinto de segurança e torna a viagem dos pequenos mais segura.
Também será obrigatório até 2020 o cinto de três pontos e o encosto de cabeça central também no banco traseiro. O primeiro item sustenta o corpo do ocupante do veículo pelo abdômen e tórax, o que reduz as fatalidades em até 58%, 10% a mais que o cinto dois pontos. Já o encosto de cabeça central no banco traseiro evita o efeito "chicote". Em caso de uma colisão o pescoço estará protegido, evitando assim, uma lesão mais séria.
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