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Todos os combustíveis subiram em Salvador no último mês, com destaque ao etanol

Publicado quarta-feira, 02 de junho de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 01/06/2021, 22:39 | Autor: Lúcia Camargo Nunes
No início de maio, a região Nordeste voltou a registrar alta no preço da gasolina
No início de maio, a região Nordeste voltou a registrar alta no preço da gasolina -
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A cada mês que passa o motorista sente no bolso a escalada dos preços dos combustíveis. No início de maio, a região Nordeste voltou a registrar alta no preço da gasolina de 0,70% nos postos, enquanto o etanol avançou 2,75%. Os dados são do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados à Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil.

“Em três estados nordestinos a gasolina apresentou recuo nos preços, todos eles abaixo de 1%. Em Sergipe, os postos registraram a maior redução da região, de 0,58%. No Rio Grande do Norte, a baixa foi de 0,35%, e no Maranhão, de 0,07%”, afirma Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O etanol que mais avançou foi encontrado na Bahia, a R$ 4,640, após alta de 7,36%. Com o aumento expressivo nos postos baianos, o estado deixou de ter o etanol mais barato do Nordeste. Já o diesel comum com o menor preço médio foi encontrado na Bahia, a R$ 4,566.

Já no levantamento mais recente do IPTL, a pedido da reportagem, entre 22 e 28 de maio, os valores do diesel haviam recuado ligeiramente – R$ 4,559 (comum) e R$ 4,569 (S10), enquanto o etanol subiu (R$ 4,882) e a gasolina também (R$ 5,897).

GNV dispara

Já pelos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a partir da medição em 56 postos de Salvador, o preço médio do metro cúbico do GNV ficou em R$ 3,624 durante o mês de maio, ante R$ 3,044 verificado em abril, ou seja, um salto de 19% de um mês para o outro.

O aumento do GNV que chegou às bombas dos postos foi menor do que o anunciado para maio pela Petrobras, em 39% para as distribuidoras. A petroleira informou que a variação é resultado “da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio”. As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais e com relação aos meses de maio, junho e julho, a referência adotada são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março.

Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real.

O repasse dos custos incorridos pela companhia para o transporte do produto até o ponto de entrega às distribuidoras também influencia os preços do gás natural da Petrobras. Esses custos são definidos por tarifas reguladas pela ANP. A parcela do preço é atualizada anualmente no mês de maio pelo IGP-M.

Por causa do efeito da queda dos preços do petróleo no início do ano, durante 2020, os preços do gás natural às distribuidoras tiveram redução acumulada de até 35% em reais. A Petrobras informa que o preço final do GNV ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda, e pelos tributos federais e estaduais.

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