60% dos baianos moram com alguém que recebeu o auxílio

Publicado quarta-feira, 01 de julho de 2020 às 06:00 h | Atualizado em 30/06/2020, 22:23 | Autor: Marjorie Moura

Na Bahia, 9,1 milhões de pessoas (seis em cada 10, ou 61,2% da população) moram em domicílios onde um dos moradores recebeu o auxílio emergencial contra a Covid-19. Esses dados são uma complementação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Pnad Covid, realizada em 19 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês da pesquisa, esse contingente era o segundo maior do país, abaixo apenas do registrado em São Paulo, onde 15,3 milhões de pessoas viviam em domicílios atendidos pelo auxílio. Na época, em mais da metade das residências baianas, 2,6 milhões (54,6%), de um total de 4,8 milhões de domicílios, o auxílio governamental contra os efeitos da pandemia era recebido, caracterizando-se também como o segundo maior número absoluto, só menor que o de São Paulo (4,4 milhões de domicílios).

Segundo o levantamento e em termos de valores, o auxílio emergencial na Bahia ficou, em média, em R$ 885 por domicílio, o 13º maior entre as 27 unidades da Federação. Porém, pelo número de residências atendidas, o estado respondeu, no mês, pelo segundo maior valor destinado a apoiar as famílias contra os efeitos econômicos da Covid-19, num aumento da renda familiar de 25,9%, que passou de R$ 628,7 para R$ 791,5 (diferença de R$ 162,80). Este foi o quarto maior aumento percentual entre os estados, abaixo apenas do Maranhão (+32,7%), Amapá (+28,8%) e Alagoas (+26,9%).

O valor se manteve, porém, como o quinto mais baixo dentre os estados, como Amapá (R$ 1.028), Amazonas (R$ 983) e Maranhão (R$ 979), que tiveram os maiores valores médios por domicílio, em maio. No total, na Bahia foram pagos cerca de R$ 2,4 bilhões, 10,3% da verba destinada nacionalmente ao pagamento do benefício. O estado de São Paulo somou um montante de R$ 3,6 bilhões (15,5% do valor nacional).

Renda per capita

No estado, cerca de 70% dos recursos foram destinados para moradores de domicílios com renda per capita até R$ 374,90. Contraditoriamente, quase um em cada cinco dos habitantes das residências nas duas faixas de renda mais baixas (com até R$ 70,7 de renda per capita), totalizando 907 mil domicílios, não recebeu o auxílio no mês de maio.

Esse contingente é formado por 179,5 mil pessoas ou 19,8% do total desse grupo de renda mais baixa. Nesses domicílios viviam cerca de 476 mil pessoas não atendidas, de acordo com os dados da pesquisa.

O auxílio emergencial é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e desempregados.

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