Aquacultura deve ser sustentável, diz presidente da Bahia Pesca

Marcelo Oliveira alega que limites do extrativismo faz com que estado importe caranguejo, mas destaca trabalho

Publicado segunda-feira, 21 de março de 2022 às 09:53 h | Atualizado em 21/03/2022, 10:12 | Autor: Lucas Franco
“Nossa pesca artesanal não pode ter um crescimento exponencial. Pelo quantitativo das pessoas e pela capacidade da natureza de nos suprir com os animais”, disse Marcelo Oliveira
“Nossa pesca artesanal não pode ter um crescimento exponencial. Pelo quantitativo das pessoas e pela capacidade da natureza de nos suprir com os animais”, disse Marcelo Oliveira -

Com vasto litoral e abundância de rios e mangues, a Bahia é grande exportadora e consumidora de animais aquáticos. Os cuidados com o meio ambiente, segundo o presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira, devem ser tomados para que a aquacultura se mantenha sustentável. “Nossa pesca artesanal não pode ter um crescimento exponencial. Pelo quantitativo das pessoas e pela capacidade da natureza de nos suprir com os animais”, disse Marcelo Oliveira em entrevista na manhã desta segunda-feira, 21, ao Isso É Bahia, da Rádio A TARDE FM (103.9).

Um repovoamento nos manguezais, feito no distrito de Acupe, em Santo Amaro, foi uma das ações da Bahia Pesca para preservar o estilo de vida das comunidades que vivem do extrativismo.

“Nós soltamos, nestes últimos quinze dias, três milhões e duzentos mil megalopas, que são as larvas do caranguejo, para repovoar os manguezais da região do acupe”, disse Marcelo Oliveira. Os limites do extrativismo fazem a Bahia importar caranguejos do Pará e do Maranhão.

Embora a cultura familiar tenha destaque nas ações da empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, a Bahia pode estar no horizonte de empresas estrangeiras.

“Na semana passada, estive em reunião com doutor Paulo Guimarães [Secretaria de Desenvolvimento Econômico], para falar sobre indústrias interessadas em investir na Bahia, fortalecendo a cadeia produtiva. Tem uma indústria que quer se instalar aqui, vinda da Galícia. Quer fazer produção de atum e sardinha”.

Ainda que a Bahia consuma de sua própria produção e exporte, a importação, segundo Marcelo Oliveira, é importante não só por conta dos limites do extrativismo, mas porque algumas espécies de animais aquáticos muito consumidos por baianos não são encontrados no estado.

“Não deixaremos de importar. Importaremos camarões por conta de a demanda ser muito grande, além de algumas espécies não serem encontradas aqui, como algumas amazônicas. Além de peixes como pirarucu [da Amazônia]. Por outro lado, exportamos para diversos países”, concluiu.

 

A Tarde FM
 

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