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Academia de Letras Jurídicas promove debates gratuitos

Jessica Sandes
Por Jessica Sandes
| Atualizada em
César Faria, Saulo Casali, Edivaldo Boaventura e Miguel Calmon com Mariana Carneiro
César Faria, Saulo Casali, Edivaldo Boaventura e Miguel Calmon com Mariana Carneiro - Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE

A Academia de Letras Jurídicas da Bahia (ALJ/BA) vai realizar uma mesa-redonda sobre reforma político-institucional, no próximo dia 30, na sede da entidade, na Graça. O evento, gratuito, faz parte das "Quintas Culturais" promovidas na última quinta-feira de cada mês.

O presidente da ALJ/BA, César Faria, afirma que os debates mensais são destinados para toda a população, com linguagem acessível. "As discussões têm sido muito ricas. Os participantes, geralmente, são estudantes e professores. Mas queremos expandir", diz.

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Membro da comissão de eventos, o advogado Miguel Calmon reitera que estes encontros ensinam o que, de fato, é o Direito. "É uma forma de aproximar a constituição do cidadão. Hoje, as pessoas clamam por direitos e por conhecer esses direitos. Não é à toa que o número de processos judiciais vem aumentando", afirma.

Iniciativas

Desde março deste ano, cinco debates foram realizados, com temas como direito digital; reforma política; crise no ensino jurídico na Bahia; a nova lei Anticorrupção; e racismo no futebol.

Além dos eventos periódicos, a Academia de Letras Jurídicas planeja o primeiro congresso nacional, previsto para 11 e 12 de novembro, na Casa do Comércio.

Ainda em fase de planejamento, a iniciativa também tem o objetivo de aproximar a sociedade civil da organização acadêmica.

Em visita à sede do Grupo A TARDE, César Faria ressaltou, ainda, que a disseminação dos eventos auxilia na manutenção da entidade. "A academia vive, unicamente, das contribuições dos acadêmicos. Pretendemos fazer com que esta organização se torne cada vez mais útil à sociedade baiana".

Fundada em dezembro de 1983, a ALJ/BA foi reconhecida como de utilidade pública pela Lei 4357 em novembro do ano seguinte.

A entidade - que não possui vinculação político-partidária - reúne, atualmente, 39 juristas domiciliados na Bahia, escolhidos em votação secreta e com título perpétuo.

Na atual gestão, a entidade formou uma comissão para apresentar sugestões sobre a reforma político-institucional, composta pelos acadêmicos Saulo Casali, Paulo Modesto, Miguel Calmon e Dirley da Cunha Jr., além de convidados especiais - a ministra Eliana Calmon e o professor Jaime Barreiros Neto.

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