SALVADOR
Andar do Terceiro da Casa Branca é demolido pela Sedur
Construção que ameaça templo já havia sido interditada pelo órgão na última terça

Após membros do Terreiro Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká), no Engenho Velho da Federação, denunciarem o risco de desabamento de uma construção de cinco andares vizinha ao terreiro, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) demoliu o último pavimento do prédio ontem. A obra já havia sido interditada pelo órgão, na última terça-feira.
A demolição aconteceu durante uma ação de fiscalização, deixando apenas uma passagem liberada para a passagem de moradores da região. A obra do prédio, de cinco andares, já havia sido embargada em setembro do ano passado, por causa da ausência do alvará de construção.
Também, ontem, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado da Bahia (Crea-BA), o engenheiro Joseval Carqueija, esteve no local e confirmou a ausência de um profissional responsável pela execução da obra.
“Viemos verificar de perto a situação pois, embora o Crea seja responsável por fiscalização do exercício profissional, podemos e devemos atuar em parceria aos demais órgãos públicos em situações como esta. Enviaremos as informações para o Ministério Público para que as devidas providências sejam tomadas”, declarou Carqueija, que esteve acompanhado do coordenador de fiscalização, Marcos Bezerra, e do supervisor Marcelo Gomes.
De acordo com Joseval, o órgão não tem autoridade para embargar construções, mas pode apoiar outros departamentos para "melhor defender a segurança da população".
Por meio de nota, Crea-BA informou que equipes do Conselho estiveram no local, a pedido da Defesa Civil de Salvador (Codesal), no dia 16 de agosto de 2022. Na ocasião, os agentes verificaram se a obra possuía um profissional habilitado como responsável técnico.
"Em 26 de agosto de 2022, foi emitida uma Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, contemplando as atividades técnicas de laudo técnico de conformidade e habitabilidade com elaboração de planta baixa e memorial descritivo, regular neste quesito. Porém, com documentação insuficiente para a responsabilidade técnica de execução de obra. Sendo o proprietário notificado em relação a execução", diz trecho da nota.
Na última quarta-feira, a advogada do Terreiro Casa Branca, Isaura Genoveva, foi recebida por integrantes da procuradoria jurídica e da fiscalização do Crea-BA.
*Sob a supervisão do editor Jefferson Domingos
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