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SALVADOR

Atos de vandalismo diminuem, mas ainda causam prejuízos em Salvador

Gabriel Andrade

Por Gabriel Andrade

01/12/2020 - 8:05 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

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Vandalismo causa prejuízos materiais e financeiros à cidade | Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE
Vandalismo causa prejuízos materiais e financeiros à cidade | Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE -

Em um ano que o isolamento social foi necessário para diminuir a circulação da Covid-19, as ocorrências referentes à depredação do patrimônio público, pichações e vandalismos sofrem redução de cerca de 27% de janeiro a outubro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados foram registrados pelo Setor de Estatísticas da Guarda Civil Municipal e contabilizam 11 ocorrências. O bairro da Barra apresentou o maior número de situações, com aproximadamente 19,3% do total.

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Na última semana, um totem informativo com indicação da praia de Amaralina e saída do local, inaugurado em agosto deste ano, foi depredado. Este é apenas um dos diversos casos de vandalismo de acontecem todos os anos em Salvador.

Apesar da redução de ocorrências, somente este ano quase R$ 1,7 milhão já foi investido para realizar reparos em equipamentos vandalizados. As estatísticas parciais de setembro mostram que é um problema que causa prejuízos ao poder público e também à população.

De acordo com a gestão municipal, o dinheiro gasto para reparar estas ações de vândalos seria suficiente para a construção de um novo posto de saúde.

No Brasil, a lei que pune a pichação tem base na lei de crimes ambientais, que prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa para quem pichar ou, por outro meio, 'conspurcar edificação ou monumento urbano'.

De acordo com o Superintendente de Trânsito de Salvador, Fabrizzio Müller, o roubo de cabos é o maior problema para a Transalvador.

“Em alguns casos, a gente cria infraestruturas subterrâneas ou então fechadas com concreto mas, mesmo assim, é difícil de evitar. Quando acontece, a gente inicia todo o procedimento de manutenção preventiva, analisa o que foi roubado e o que foi depredado”, explica.

“Alguns equipamentos não têm conserto e precisamos providenciar um novo. Outros precisamos remanejar de outro local para não prejudicar a população”, completa. Este ano, a Transalvador já gastou R$ 120.704,70 com o conserto dos equipamentos devido ao vandalismo.

Nos equipamentos de trânsito da cidade

Mobilidade e iluminação

De janeiro a agosto, a Secretaria de Mobilidade (Semob) contabilizou 41 abrigos de ônibus vandalizados na capital baiana. Os ascensores usados no deslocamento da população entre as cidades Alta e Baixa também foram alvos de ações criminosas.

O Elevador Lacerda teve os cabos de cobre furtados do sistema de pára-raios e aterramento, da fiação do sistema de refrigeração e das torres de maquinário. Os gastos para conserto e recomposição destes materiais foram da ordem de R$ 210 mil.

Ocorrências similares também foram constatadas no Plano Inclinado Pilar, que liga a rua do Pilar (Comércio) ao bairro de Santo Antônio Além do Carmo. Por lá, foram furtados mobiliários da administração do espaço, fiação, disjuntores da rede elétrica e peças do motor. O custo calculado para reparação foi de R$ 24 mil.

No Plano Inclinado Liberdade-Calçada houve pichações, arrombamento das cabines e furto de fiação, causando um prejuízo de R$ 12 mil. Na área de iluminação pública, desde o início do ano até agosto, o gasto com vandalismo para reposição de cabos e luminárias já soma R$ 280 mil.

De acordo com a Diretoria de Iluminação Pública de Salvador (Dsip), vinculada à Secretaria de Ordem Pública (Semop), as principais ocorrências de vandalismo são nas passarelas, fontes luminosas, viadutos e praças.

Até agosto, oito pessoas foram detidas em flagrante furtando cabos do circuito de iluminação pública, sendo dois na região da avenida Paralela, um no Campo Grande, três na avenida ACM e dois na Boca do Rio.

Monumentos

Segundo a Fundação Gregório de Mattos (FGM), órgão responsável pela administração de espaços culturais soteropolitanos, por causa de atos de vandalismo, oito do total de 17 monumentos foram ou ainda serão restaurados em 2020.

Imagem ilustrativa da imagem Atos de vandalismo diminuem, mas ainda causam prejuízos em Salvador
| Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE
Monumento a Mãe Preta foi um dos alvos de depredação | Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

São eles: o Cetro da Ancestralidade; Mãe Gilda, em Itapuã; Mãe Preta, na Boca do Rio; Busto de Glauber Rocha; Busto de Juracy Magalhães, na Ribeira; Chafariz de Lord Cochrane, em praça de mesmo nome; Pedra de Xangô e o Monumento à Cidade do Salvador.

Segundo a FGM, o órgão vem desenvolvendo atividades de educação patrimonial, como a roda de conversa mensal "Patrimônio é...", uma ação do Salvador Memória Viva, programa de atividades de proteção e estímulo à preservação dos bens materiais e imateriais do município.

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