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PRECONCEITO

Babalorixá denuncia intolerância religiosa em voo da Azul

Situação ocorreu em embarque para voo entre Juazeiro e Salvador

Osvaldo Barreto
Por Osvaldo Barreto
| Atualizada em
Babalorixá foi à delegacia de Juazeiro registrar boletim de ocorrência
Babalorixá foi à delegacia de Juazeiro registrar boletim de ocorrência - Foto: arquivo pessoal

Poderia ser mais um dia comum de viagem semanal entre as cidades de Juazeiro (BA) e Salvador, mas não foi o que ocorreu com o babá egbé da Casa de Oxumarê, Leandro Encarnação da Mata. Ao iniciar o procedimento de embarque na aeronave, Leandro alega ter sido alvo de intolerância religiosa por parte de um dos atendentes da empresa.

Em conversa com a equipe do Portal A TARDE, o Babalorixá informou que não teve tempo de trocar as vestimentas características do Candomblé antes de realizar o check-in.

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"Me aproximei do atendente, ele já me olhou com um olhar extremamente hostil, preconceituoso. Cheguei até pedir que ele fosse um pouco mais carinhoso, mas ele continuou. Lhe perguntei se o tratamento hostil era por causa da minha vestimenta".

De acordo com Leandro, após receber o bilhete de embarque, ele pediu ao atendente para trocar de assento, mas foi mais uma vez destratado pelo funcionário da Azul.

"Percebi que a minha cadeira era 30, aquela cadeira que eu não reclinava. Voltei a falar com ele e falei, querido, você tem como me trocar de assento, porque essa 30 não reclina, ele disse rispidamente que poderia trocar se fosse pagando. Realizei o pagamento de R$150, mas ao entrar na aeronave percebi que havia diversos lugares disponíveis".

Indignado com o tratamento realizado pelo atendente, o babalorixá buscou a Polícia Militar e se dirigiu à delegacia de Juazeiro para realizar a denúncia de intolerância religiosa.

"Os atendentes da Azul estão todos aqui. Vou fazer o boletim de ocorrência. Destaco que viajo toda semana e já aconteceram vários olhares, mas eu nunca cheguei esse extremo, porque nunca foi ao extremo como foi dessa vez", afirmou Leandro.

A equipe do Portal A TARDE buscou contato com a Azul Linhas Aéreas. Veja abaixo a nota na íntegra:

A política da Azul é atender seus Clientes da melhor maneira possível, por meio de um serviço personalizado, com qualidade, eficiência, presteza e principalmente segurança.

A Azul repudia veementemente todo e qualquer tipo de discriminação, seja por raça, gênero, orientação sexual, religião, ideologia, origem étnica ou diversidade funcional.

Por fim, a Azul informa que está apurando os fatos, bem como que está à disposição das autoridades competentes para maiores esclarecimentos.

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Azul Linhas Aéreas Babalorixá candomblé denúncia intolerância religiosa

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