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Bahia investe R$ 270 mi no apoio a atletas e estímulo ao esporte

Investimento no esporte é um braço importante da política de segurança pública do estado da Bahia

Publicado segunda-feira, 25 de setembro de 2023 às 04:30 h | Autor: Priscila Dórea
1º atleta autista do FazAtleta, Igor é estrela do jiu-jitsu
1º atleta autista do FazAtleta, Igor é estrela do jiu-jitsu -

Vetor de mudanças sociais, a prática de esportes dá a crianças e adolescentes de comunidades periféricas a oportunidade de encontrar um norte diante das situações em que vivem, seja fazendo desse esporte uma carreira ou um trampolim para mudar a própria vida. Nos últimos nove anos, o governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), investiu mais de R$ 270 milhões em estruturas esportivas e programas de apoio a atletas, alcançando milhares de jovens por todo o estado.

Mais do que um investimento no bem-estar social, o aporte de recursos em incentivo à prática esportiva em comunidades de baixa renda é um braço importante da política de segurança pública na Bahia – e que se mostra capaz de transformar histórias e revelar grandes talentos para o mundo. 

Aos 15 anos, a estudante Keila Santos, moradora do bairro Parque São Cristóvão, por exemplo, trouxe para casa, este ano, a medalha de ouro de ginástica artística do Mundial Escolar – mais uma para sua extensa coleção. Ela é apoiada pelo Programa FazAtleta, que nos últimos anos beneficiou 750 projetos e atletas, com investimento de R$ 28 milhões – e, apenas este ano, já investiu em 148 atletas, com previsão de recursos de R$ 6,9 milhões até o fim do ano.

Keila  é  ouro de ginástica artística do Mundial Escolar
Keila é ouro de ginástica artística do Mundial Escolar |  Foto: Divulgação/FBG
  

Apoio

“O projeto melhora nossas condições de treinamento e preparo para competições importantes”, testemunha. “Este ano mesmo fui para muitas competições nacionais e internacionais que não teria condição de participar de outra forma.”

Já a nadadora Celine Bispo, de 18 anos, moradora do bairro de Plataforma, se prepara para os Jogos Pan-Americanos, que serão disputados entre outubro e novembro, no Chile. “Equipamentos, trajes de competição, viagens e hospedagens, por exemplo, têm sido possíveis graças ao FazAtleta”, revela a jovem, dona do sexto melhor tempo do mundo no Júnior de Natação. “Saber que nosso esforço está sendo reconhecido e apoiado é maravilhoso.”

Celine Bispo se prepara para os Jogos Pan-Americanos
Celine Bispo se prepara para os Jogos Pan-Americanos |  Foto: Shirley Stolze / Ag A Tarde
 

Primeiro atleta autista a entrar no FazAtleta – por meio do convênio da empresa BahiaGás com o programa –, Igor Nogueira conta que esse apoio mudou totalmente sua vida. “O jiu-jitsu me ajudou a superar alguns tons do autismo e transformou minha vida”, afirma o lutador, bicampeão mundial de sua categoria. “A Sudesb me ajuda muito com a questão das passagens, por exemplo, e isso me permite estar em competições nacionais e internacionais.” Em novembro, ele já tem uma competição agendada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O diretor-geral da Sudesb, Vicente Neto, salienta que o foco dos programas estaduais de incentivo à prática esportiva é fornecer uma atividade socioeducativa que dê base para crianças e jovens em situação vulnerável e insegurança – mas que desse processo surgem muitos campeões.

A pequena ciclista Isabella Marie Hardmann, de 8 anos, é um exemplo. Aluna do Projeto Pedal, que tem aulas gratuitas de bicicross, dadas pela Associac¸a~o de Bicicross de Salvador, com o apoio financeiro da Sudesb, ela já é campeã brasileira e vice-campeã sul-americana de BMX em sua categoria. No mês passado, Isabella participou do Campeonato Mundial de BMX na Escócia – as passagens foram pagas pelo programa.

Isabella Marie: vice-campeã sul-americana de BMX
Isabella Marie: vice-campeã sul-americana de BMX |  Foto: Denisse Salazar /AG. A TARDE
 

“Nesses projetos, você encontra um caminho condutor, com os profissionais, as aulas, além de todo o aparato, equipamentos e treinos”, diz o pai da atleta, Ricardo Hardmann. “É um acompanhamento que vai dando a estrutura e a formação que ela precisa. Sendo um pai de fora desse meio, não teria como fazer isso sozinho.”

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