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Beneficiado por habeas-corpus, Lomanto fala de "perseguição política"

Flávio Costa*, do A TARDE
Por Flávio Costa*, do A TARDE

“Meu cliente afirma que esta prisão é fruto de perseguição política”. As palavras ditas pelo advogado Sérgio Habib, após a liberação de Antônio Lomanto Netto, no início da noite desta terça, dão o tom da defesa do ex-diretor da Agerba. Habib revelou que Netto negou, em depoimento, que tenha relação com o esquema investigado.

A associação do caso a querelas políticas se deve ao fato de Netto ser filho do ex-governador da Bahia Antônio Lomanto Jr. (1963-67), tio do líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Leur Lomanto Jr., e manter estreitas relações com personalidades da cena política do Estado – especialmente quadros do PMDB.

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Em agosto – após rompimento do governo Wagner com o ministro Geddel Vieira Lima – Netto deixou a presidência da Agerba, após 32 meses no atual governo. Formado em administração pela Universidade Federal da Bahia, ele exerceu cargos públicos e na iniciativa privada, como diretor do extinto Banco do Estado da Bahia (Baneb), presidente da Caraíba Metais e direção da Superintendência de Transportes Públicos da Prefeitura (STP).

Outro investigado, o empresário Paulo Carletto também é membro de família tradicional de políticos do interior do Estado. Paulo, que foi detido de manhã em Itabuna, e também liberado à noite, é irmão do deputado estadual Ronaldo Carletto (PMDB), cujo reduto eleitoral é formado por cidades do extremo sul.

Colaborou Meire Oliveira*

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