SALVADOR
Buscas por garoto que caiu em barragem serão retomadas nesta 6ª

Por Helga Cirino e Meire Oliveira, do A TARDE
As buscas a Danilo Tibúrcio dos Santos, 16 anos, serão retomadas nesta sexta-feira, 24, a partir das 7 horas, na Barragem de Pituaçu, onde o adolescente desapareceu há dois dias.
Desde as 6 horas da manhã de quinta-feira, 23, enquanto as equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Ambiental não chegavam ao local, a comunidade do Bate Facho e parentes da vítima a procuravam, por conta própria, na tentativa de achar o garoto ainda com vida. No entanto, a falta de pistas, que prosseguiu durante a tarde, foi diminuindo as esperanças.
Danilo desapareceu na tarde da quarta-feita, por volta das 13 horas, e a Central de Telecomunicações da Polícia (Centel) foi informada de imediato, de acordo com relatos de parentes da vítima. O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 16h30, três horas e meia depois de o jovem ser levado pela enxurrada.
“Um morador disse que ouviu um grito na noite de ontem (quinta). Uns amigos foram comigo por dentro do mato com picareta e pá, mas sem sucesso. Agora não tenho mais esperança, mas quero enterrar meu filho”, disse o pai de Danilo, o pedreiro Daniel Bispo dos Santos, 41 anos, que tem outros quatro filhos.
Danilo estava com o irmão Ruan Tibúrcio dos Santos, de 15 anos, e mais dois outros amigos. “A gente já estava indo para casa, mas Danilo queria ficar para tomar banho. Os dois amigos que estavam com a gente foram lavar as sandálias e se sentaram junto com Danilo. De repente, os três foram levados pela água”, lembrou Ruan.
O garoto disse, ainda, que o primeiro amigo conseguiu pular, depois de passar por baixo da ponte, o outro saiu um pouco depois, bateu a cabeça e ficou bioando na barragem até ser resgatado. Danilo sumiu sob a vegetação aquática (baronesas). “Ele desapareceu e a gente não ouviu mais nada”, disse Ruan.
Buscas – “O acesso é difícil, perigoso e a água tem mais de seis metros de profundidade”, disse o major Adson Marquesini, do Corpo de Bombeiros, que alegou ter o trabalho dificultado para atuação do cachorro labrador da corporação, treinado para localização de cadáveres. “A população já tinha remexido o cenário da ocorrência. Agora estamos limpando a área com a retroescavadeira para facilitar a ação dos mergulhadores”, explicou o major Marquesini.
Os bombeiros afirmaram que a chegada do grupamento ocorreu às 7h30, mas moradores foram taxativos em dizer que a equipe só reiniciou as buscas, ontem, por volta das 10 horas. Nos dois dias, as ações foram suspensas às 18 horas.
A força de vontade de homens da região, voluntários que se arriscavam no terreno encharcado, chamava a atenção, mas não era suficiente para localizar o jovem. Enquanto isso, os soldados do Corpo de Bombeiros amarravam os mais resignados em achar o adolescente, para que não ficassem presos entre os galhos. Amarravam e instruíam. “Vamos ter de manter o apoio da retroescavadeira contra a irregularidade do terreno”, afirmou o coordenador do grupo, o tenente Josiel Ferreira.
Reclamações – Alguns populares que acompanhavam a ação reclamaram dos bombeiros. Sandra Pires dos Santos, 31, moradora de Pituaçu, disse que um dos soldados chegou a justificar uma suposta “apatia”. Segundo Sandra, “ele disse que não ia sujar a farda”.
A bronca maior foi no início da retomada das buscas pelos militares, pois os mergulhadores não atuaram de imediato por conta do risco de ficarem presos em galhos do charco. O trabalho pesado começou a ser feito por moradores, que se solidarizaram com a tragédia vivida pelo pai da vítima.
“Só faziam olhar e a gente se metendo no mato para achar o menino”, relatou o ambulante Luiz Santos, 51.
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