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Caixa promete apurar denúncias de exploração de trabalho em Itapetinga

Publicado quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 às 08:25 h | Atualizado em 28/12/2011, 10:46 | Autor: Henrique Mendes e Juscelino Souza
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O coordenador regional de imprensa da Caixa Econômica Federal (CEF), Elton Rodrigues, afirmou em nota que as acusações de exploração de trabalho na agência Itapetinga/BA (a 560 km de Salvador), apresentada pelo Sindicato dos Bancários de Conquista e Região ao Ministério Trabalho e Emprego (MPT), nesta terça-feira, 27, serão devidamente apuradas. Segundo a entidade que representa os funcionários, pelo menos 17 servidores estariam trabalhando até as 22h, quando o turno habitual é encerrado às 18h. 

De acordo com a denúncia apresentada pelo Sindicato, a empresa “obriga o funcionário a registrar a saída e permanecer na agência, sem receber pelo extra”. Ainda segundo a entidade, a carga horária normal do bancário é de seis horas, podendo se estender por mais duas horas-extra, conforme acordado em convenção coletiva.

Em nota, o presidente do Sindicato dos Bancários, Delson Coelho, explicou que muitos desses trabalhadores estão em processo de indenização, rescisão, saques do seguro-desemprego e FGTS. “Essas demandas adicionais têm sobrecarregado os funcionários da Caixa”, acrescentou.

O sindicalista disse, ainda, que a jornada extra não é paga aos bancários. “Nossos colegas estão trabalhando gratuitamente para a Caixa, pois a legislação só permite duas horas extras, além da jornada convencional de seis horas”. Além disso, continuou, “a extrapolação vai gerar consequências para a saúde dos bancários”.

De acordo com o coordenador regional de imprensa da CEF, Elton Rodrigues, a empresa irá apurar as denúncias de extrapolação do horário de trabalho, bem como analisar a situação do atendimento e tomar as medidas necessárias. Elton ainda esclarece que a CEF determina às suas unidades que cumpram rigorosamente a jornada legal de trabalho.

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