SALVADOR
Codesal faz demolição de casas na Fazenda Grande


Após o desabamento ocorrido na noite da última quinta-feira, 3, na rua Candinho Fernandes, na Fazenda Grande do Retiro, equipes da Defesa Civil (Codesal) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) foram ao local no sábado, 5, para realizar a demolição de imóveis que estavam em situação de risco. Ao todo, foram demolidos dois imóveis que, juntos, contabilizaram um total de seis residências. E, no fim da tarde, outras três casas desabaram.
Equipes da Embasa também estavam presentes no local. Segundo informações dos moradores, o abastecimento de água estava prejudicado desde a madrugada de quinta. Os funcionários da Embasa presentes no local estavam regularizando a distribuição de água para as regiões que não são de risco. Na área onde ocorreu o desabamento, a rede foi danificada, por conta do deslocamento da terra, e a distribuição continua suspensa.
“Iremos continuar o trabalho. Serão demolidas em torno de 20 casas somente nessa região. À medida que formos demolindo, vamos fazendo as devidas avaliações. Nosso trabalho de imediato é tirar esses imóveis que ficaram condenados, para que se evitem outros danos ainda maiores”, explicou o engenheiro Antônio Figueiredo, integrante da Codesal. Engenheiro da Sedur, Celso Jorge disse que outras casas serão demolidas hoje. Não foi informado o número de imóveis que serão demolidos hoje.
Prefeito
No início da tarde de sexta, 4, o prefeito ACM Neto esteve no local para acompanhar o trabalho dos órgãos municipais. O prefeito afirmou que os moradores que tiveram perdas materiais serão indenizados. De acordo com a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), o aluguel social estará sendo disponibilizado. Ele também informou que as famílias afetadas irão ganhar novas moradias no Conjunto Habitacional Barro Branco, que possui cerca de 120 apartamentos e está sendo construído pelo município no Alto do Peru.
Dono de duas das casas demolidas na tarde do sábado, Anselmo Luís morava no local há cerca de 15 anos. Uma casa era a residência da família e a outra estava alugada para ajudar na renda da família. “Moro há cerca de 15 anos aqui, a outra casa era um complemento de renda. Eu saí de um emprego, enquanto isso, essa casa alugada era o meu sustento”. As casas estavam desocupadas desde agosto, quando 30 casas foram condenadas.
Desde que houve a condenação da residência, Anselmo está morando com a sogra. Com a demolição, muitos móveis foram perdidos. “Como eu estava na casa dos outros, não tinha como levar móveis grandes, como geladeira, guarda-roupa, fogão. Eu preferi deixar na casa, até conseguir uma casa para alugar. Mas não deu tempo”, contou.
Paulo da Silva, 69, já está de mudança pela segunda vez desde que os imóveis começaram a ser condenados. A residência dele foi uma das cinco casas que desabaram na noite de quinta. Após a condenação do imóvel, ele foi morar de aluguel, mas, no desabamento desta semana, a casa onde estava morando também foi condenada. Paulo queixou-se do aluguel social pago pela prefeitura, no valor de R$ 300. “Só acha casa de R$ 500 para cima, eu tenho que completar para poder morar”, desabafa.
*Sob supervisão da jornalista Hilcélia Falcão