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Confirmada febre amarela em macaco encontrado morto no CIA

Kleyzer Seixas, do A TARDE On Line
Por Kleyzer Seixas, do A TARDE On Line
| Atualizada em

Desde esta terça-feira, 08, agentes do Instituto Evandro Chagas e da Secretaria de Vigilância e Saúde da Sesab realizam inquérito sorológico em primatas não humanos na região do Cia, em Simões Filho, para verificar se há circulação do vírus da febre amarela entre macacos. A Secretaria de Saúde confirmou a presença do vírus, do tipo silvestre, em um mico que foi encontrado morto no local em janeiro deste ano. A informação só foi divulgada nesta quarta-feira, 09, em uma coletiva para a imprensa.

Apesar do registro naquela região da Mata Atlântica - área onde nunca foram notificados casos da doença em primatas -, a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde no Estado, Lorene Louise Pinto, garante que não há motivo para pânico entre a população e alerta que a região não é considerada de risco em função do episódio, mas deve ser monitorada por questões de prevenção com o intuito de evitar contágio humano.

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Os trabalhos no CIA vêm sendo feitos desde janeiro, quando suspeitou-se que a morte do macaco havia sido causada pela doença. Na época, segundo a Vigilância Epidemiológica, foram feitas investigações e todas as pessoas que vivem em um raio de 500 metros do local onde o macaco foi encontrado morto e ainda não estavam imunizadas foram vacinadas pelos agentes de saúde. Os moradores também passaram por inquérito sorológico.

A diretora da Vigilância, Alcina Andrade, afirma que existe uma ampla cobertura de prevenção da doença no Estado, que não apresenta casos do tipo silvestre há oito anos. Os últimos registros na Bahia datam de 2000 quando foram registrados dez casos do tipo silvestre no extremo oeste, nos municípios de Coribe e Jaborandi. No Brasil, não há relatos da doença da forma urbana desde 1942.

Por conta dos casos em Coribe e Jaborandi, a vacinação foi intensificada na Bahia. “Em Salvador, mesmo, temos ampla cobertura dos postos que oferecem a vacina contra a doença. Os eventos que ocorreram no Brasil este ano, com muitos registros da febre amarela no início do ano, também foram responsáveis por elevar a imunização pelo medo de uma possível contaminação”, informa Alcina, ao destacar que o intervalo entre uma vacina e outra é de dez anos.

Trabalho - Outra medida adotada pela Vigilância desde o mês de janeiro foi coleta de insetos para análise na região do CIA, em Simões Filho. Os resultados, contudo, deram negativos, segundo a superintendente da Vigilância em Saúde no Estado, Lorene Louise Pinto, ao lembrar que o monitoramento da morte de animais é um procedimento habitual.

A partir de agora, com a confirmação da morte em função da doença, os agentes de saúde vão capturar e colher sangue dos animais da região, e, em seguida, soltá-los. Os trabalhos vão contar com a ajuda de técnicos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biologia, que têm autorização para fazer a captura dos animais. Equipes também serão treinadas para atuar preferencialmente em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho.

A população também pode ajudar com os trabalhos, segundo Lorene. “Toda vez que as pessoas encontrarem um macaco morto é necessário que avisem à Secretaria de sua região”, orienta Lorena, ao explicar que os primatas são hospedeiros preferenciais. Ela destaca, contudo, que as pessoas não precisam temer os bichos em função desse caso notificado em Simões Filho. “Isso não quer dizer que devam sair matando os macacos por aí”, salientou.

Questionada sobre o fato de a morte ter ocorrido em janeiro e o resultado do exame ter sido liberado somente no mês de maio, a superintendente de Vigilância Epidemiológica informou que as analises foram feitas no Pará, no Instituto Evando Chagas, e que a Bahia teve, assim com outros estados, que aguardar o resultado dos exames. “Os resultados demoram e a Bahia não tinha preferência porque não vem apresentando casos”, justificou.

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