SALVADOR
Confusão na prova de avaliação de professores

A prova de avaliação de desempenho dos professores do Ensino Médio e Fundamental realizada neste domingo pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) em 31 municípios foi marcada por confusão e tumulto no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF I) da Universidade Federal da Bahia, em Ondina, onde cerca de 2 mil candidatos não conseguiram realizar o exame, sob organização do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UNB). Por meio de nota, a SEC informou que o processo seletivo, com objetivo de proporcionar aumento salarial de 15% e progressão de carreira aos 3 mil professores classificados está validado, mas uma nova prova será realizada apenas para quem estava no PAF I, em data que ainda será divulgada.
De acordo com professores que compareceram ao PAF, a maioria já estava acomodada nas salas por volta das 13h30, quando começaram ouvir muito barulho vindo do lado de fora. Um grupo começou a fazer zuada, apitando e questionamos ao fiscal o que estava acontecendo. Depois algumas pessoas invadiram a sala com a caderno de provas nas mãos e a maioria saiu, foi um tumulto, afirmou a professora de História do Colégio Aplicação Anísio Teixeira, Cláudia Lacerda.
Segundo a SEC, a confusão foi causado por um grupo de pessoas que não se inscreveu no concurso. No entanto, segundo os professores, o protesto aconteceu em função da falta de organização, uma vez que muitos não encontraram seus nomes na lista, mesmo estando inscritos, ou descobriram que estavam lotados em locais diferentes do que haviam sido informados pela internet. Disseram que eu não tinha me inscrito, mas eu fiz a inscrição da própria escola onde eu trabalho. Falaram que os professores não sabiam interpretar o edital, reclamou uma professora de inglês, que não quis se identificar. Segundo um professor de física, que também não quis ter a identidade revelada, as pessoas que estavam com problemas na inscrição começaram a se revoltar e foram levadas a uma sala separada, o que causou atraso no início do exame. A prova estava marcada para 13h. Deu 14h, e nada. Foi uma demora absurda para entregar a prova. Aí começou uma indignação geral e todo mundo saiu sem fazer a prova, completou. As pessoas começaram a bater palma dentro das salas, depois saíram e começaram a se revoltar. Teve gente que já estava com a prova na mão, contou uma professora.
Insatisfação - Um dos candidatos fotografou a confusão no PAF e enviou para a reportagem de A Tarde. Esta prova é um absurdo. O professor já é concursado, agora estão querendo fazer outro concurso para ascender no plano de carreira. Existem meios de ascensão sem essa seleção absurda, os valores são mostrados em sala de aula, criticou, identificando-se como um professor indignado.