SALVADOR
Construção Civil: trabalhadores entram em greve por tempo indeterminado
Os trabalhadores da construção civil na Bahia anunciaram greve geral por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 10, após decisão tomada em assembleia realizada no final da tarde desta terça-feira, 8. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom-Ba), Raimundo Brito, amanhã a categoria deve fazer uma nova assembleia para avaliar a situação. A decisão foi tomada ontem e seguiremos parados por tempo indeterminado. Só amanhã saberemos como será a adesão, afirmou Brito.
Os trabalhadores decretaram estado de greve no último dia 27 de janeiro, reivindicando reajuste salarial de 18,7%, além de melhorias no trabalho. Em reunião nesta quarta-feira, 8, com representantes do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-Ba) e mediadores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a categoria chegou a afirmar que aceitaria um reajuste de no mínimo 15%, diferente do oferecido pelos patrões, de apenas 5%.
Segundo informações do Sintracom-Ba, o mediador da SRTE, o auditor do trabalho José Ivan Pugliese, sugeriu reajuste de 10,7%, percentual negado pelos empresários. A ausência de um acordo levou os trabalhadores a confirmarem a greve, que já vinha sendo esperada desde o início da semana. Em todo o estado, cerca de 140 mil pessoas são empregadas na construção civil.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia Sinduscon, Carlos Alberto Vieira Lima, contradiz a versão dos trabalhadores e diz que a proposta do mediador foi aceita. Segundo ele, a proposta prevê um reajuste de 10%, que seria ampliado para 11% a partir de julho deste ano. "A nossa posição é de continuarmos abertos às negociações", afirma.
Vieira Lima ainda destaca a paralisação dos trabalhadores vai prejudicar o andamento das obras em curso no Estado. E descarta o pagamento dos dias parados aos trabalhadores: "Os dias em que eles ficarem sem trabalhar não serão pagos".
*Colaborou João Pedro Pitombo | A Tarde