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JORNAL A TARDE
Por JORNAL A TARDE

Arte humana



Pietro Gaietto, arqueólogo italiano, está desafiando o meio científico com a sua teoria de que o homem já produzia arte 200 mil anos atrás – 160 mil anos antes do que se acredita, informa a BBC. O arqueólogo gerou polêmica entre cientistas porque contraria a noção de que o Homo Erectus, espécie que vivia naquela época, não era capaz de elaborar o pensamento simbólico – que se acredita ser necessário para criar arte. Gaietto baseia sua teoria em duas esculturas (foto) em pedra, que ele descobriu em 2001 durante uma expedição pela região de Borzonasca, na Itália. Segundo Gaietto, as esculturas representam dois rostos olhando para direções opostas e teriam sido usadas em rituais dos Homo Erectus. Um deles é barbado e, segundo Gaietto, tem “uma face expressiva”.



Fome e memória



A fome aguça a inteligência. Isto é o que diz uma pesquisa americana, publicada pela revista Nature Neuroscience. De estômago vazio se pode estudar melhor ou fazer provas. Acredita-se que a fome pode ajudar na criação e na recuperação de lembranças. Cientistas da Universidade de Yale descobriram que o hormônio ghrelin, ligado à sensação da fome, pode aumentar o número de conexões na área do cérebro onde as memórias são formadas. O estudo abre a janela para o possível desenvolvimento de remédios para tratar pessoas com dificuldades de aprendizado e memória ou com doenças, como Alzheimer. O hormônio ghrelin é liberado do estômago vazio para a circulação sanguínea e ativa receptores no cérebro.



Design inteligente



A Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, sigla em inglês) pediu em sua reunião anual, no Missouri, que as comunidades religiosas dos Estados Unidos sejam convocadas a combater políticas que prejudiquem o ensino da teoria da evolução, de Charles Darwin. Segundo a AAAS, o ensino do “design inteligente”, que vem se ampliando no país, ameaça o conhecimento científico entre os alunos do curso fundamental. De acordo com os defensores da teoria do “design inteligente”, a vida na Terra é complexa demais para ter evoluído espontaneamente. Para eles, a vida é o resultado da ação de um “designer” na natureza.



Religião velada



Os críticos do design inteligente afirmam que a teoria não passa de mais uma tentativa de se promover o ensino religioso de forma velada. Já houve várias tentativas de grupos anti-evolucionismo nos Estados Unidos de tentar tornar o ensino da teoria do design inteligente obrigatória nas escolas.“Tais tentativas veladas de promover a religião – na verdade, apenas um tipo de religião – nas salas de aula são um desserviço aos estudantes, aos pais, aos professores e aos contribuintes”, disse um comunicado assinado pelo presidente da AAAS, Gilbert Omenn. O presidente Bush é um dos principais defensores do ensino do design inteligente.



Esqueleto



O esqueleto de uma espécie humana desconhecida (foto), datado de 18 mil anos, foi encontrada na Ilhas das Flores, Indonésia. O espécime era pequeno se comparado a um ser humano atual: tinha apenas um metro de altura. No entanto o biotipo sobreviveu por milhares de anos, vindo depois a desaparecer. No artigo, publicado pela revista Nature, cientistas dizem que a descoberta, torna necessária uma reavaliação da evolução humana. O esqueleto, que estava em uma caverna de pedra calcária chamada Liang Bua, é de uma mulher de 30 anos. Ela vivia na remota ilha juntamente com elefantes anões e lagartos gigantes. Os fósseis de sete outros indivíduos de sua espécie, chamada agora de Homo floresiensis, mostram que ela era um exemplo típico da espécie. O “efeito redutor” é comum em alguns animais que vivem em ilhas remotas e sem ter de enfrentar predadores, mas nunca tinha sido observado entre seres humanos.



Cervejaria



Hoje os fabricantes de cerveja gastam milhões em publicidade para disputar a preferência do consumidor. Mas os peruanos já produziam e consumiam a bebida há mais de mil anos sem maiores sobressaltos. Arqueólogos americanos encontraram registros desta antiga cervejaria nas montanhas do sul do Peru. A enorme estrutura foi descoberta por pesquisadores em Cerro Baúl, um centro religioso do império wari, anterior ao período dos incas. Acredita-se que as instalações tenham sido usadas para a fermentação de grandes quantidades de uma bebida alcoólica semelhante à cerveja chamada “chicha”, que era servida a centenas de pessoas em uma só ocasião. A bebida fermentada, que tem uma versão atual feita à base de milho, era utilizada para um ritual, disseram os arqueólogos. A Universidade da Flórida afirma que seus arqueólogos encontraram no sítio arqueológico pelo menos 20 potes de cerâmica com capacidade para entre 38 a 57 litros.

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