SALVADOR
Conta-gotas

Hieróglifo maia
Inscrições hieroglíficas maias descobertas na Guatemala e que remontam a cerca de 250 anos antes de Cristo (a.C.) indicam que esta civilização pré-colombiana desenvolveu um sistema de escrita muito antes do que se pensava, de acordo com um estudo divulgado nos Estados Unidos. A descoberta de um bloco de rocha enterrado em uma pirâmide batizada Las Pinturas, em San Bartolo, coloca a emergência da escrita maia no mesmo período que as mais antigas inscrições das outras culturas mesoamericanas, destacou o antropólogo William Saturno, autor deste trabalho divulgado na revista Science.
Las Pinturas
O pedaço de rocha, caido de uma parede que desabou e sobre o qual figuram dez hieróglifos, foi encontrado perto de uma das câmaras da pirâmide Las Pinturas, onde William Saturno descobriu antigas pinturas murais maias excepcionalmente preservadas, datando de pelo menos um século a.C. Esta descoberta foi anunciada em 13 de dezembro passado.
Texto decifrável
O texto antigo é parcialmente decifrável, mas a maioria desses hieróglifos parece muito diferente daqueles totalmente compreensíveis da escrita maia e que remontam a 250-300 anos após o nascimento de Cristo (d.C.), explicou William Saturno, professor na Universidade de New Hampshire e especialista do Museu de Arqueologia e Etnologia Peabody de Harvard (nordeste). O único desses dez hieróglifos totalmente reconhecível é uma versão arcaica do sinal onde se lê Ajaw, um título nos textos maia que significa nobre ou dirigente, acrescentou.
Alga combate Alzheimer
A alga verde-azulada (Nostoc), que prolifera em lagoas e no sistema de esgoto, pode ajudar na luta contra o mal de Alzheimer, anunciou a Universidade de Zurique. Cientistas batizaram de nostocarboline uma substância liberada pela alga verde-azulada, encontrada em reservatórios de esgoto nos Estados Unidos. Depois de testes em laboratório, os cientistas constataram que esta substância neutraliza a enzima colinesterase, em parte responsável pelo mal de Alzheimer, segundo os estudos publicados nas revistas Journal of Natural Products, ETHLife e Unipublic.
Uso terapêutico
São necessários testes e pesquisas suplementares antes de a nostocarboline ser usada de forma terapêutica, acrescentaram os cientistas. Mais de 24 milhões de pessoas sofrem de mal de Alzheimer no mundo ou problemas relacionados, e este número deverá dobrar em 20 anos, com um novo caso detectado a cada sete segundos, de acordo com um estudo publicado no mês passado na revista médica britânica The Lancet. A nostocarboline poderia também ser usada como herbicida. A alga que a contém não produz a substância por acaso, pois ela a protege contra insetos, pequenos caranguejos e outras algas.
Vinho a sem-teto
A distribuição gratuita de álcool pode melhorar a saúde das pessoas sem-teto dependentes de álcool, segundo um estudo publicado recentemente pelo jornal da Associação Médica Canadense. No total, 17 alcoólatras crônicos cujo consumo chegava a 46 copos por dia foram submetidos a esta experiência. Durante as pesquisas, eles receberam diariamente um copo de vinho por hora (entre as 7h e as 22h durante um período de cinco a 24 meses.
Menor consumo
Três participantes abandonaram o estudo antes do fim, três faleceram de doenças relacionadas com o alcoolismo e 11 tiveram uma baixa significativa do consumo. Notamos, na maioria, uma melhora do sono, da higiene, de alimentação e da saúde, segundo os autores. Mais da metade dos milhares de sem-teto de Ottawa são alcoólatras. Os incidentes com a polícia também caíram de 18,1 para 8,8 ao mês. Jeff Turnbull, um dos autores do estudo, diz que a maioria dos participantes abandonou totalmente o comportamento destrutivo.