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Conteúdo de 88 anos de A TARDE é digitalizado

Emanuella Sombra, do A TARDE
Por Emanuella Sombra, do A TARDE

A possibilidade de, a partir de cliques no mouse, ler na íntegra a cobertura do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira ou do dia em que Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no peito passa a ser realidade, a partir de julho, para os leitores de A TARDE graças ao projeto História da Bahia – Da memória impressa ao conteúdo digital.

Oitenta e oito anos de jornalismo diário, traduzido pelo impresso que se confunde com a história da Bahia no século XX, ganharão formato digital no próximo mês, e serão disponibilizados ao público.

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Acessar pelo computador qualquer edição entre 1912 e 1999 será possível graças à conversão de 467 rolos, com cerca de três mil documentos cada um, que passarão do suporte de microfilmagem para o digital.

Já no próximo mês, quem chegar à Biblioteca Central dos Barris ou ao Arquivo Público da Bahia poderá navegar por um universo de matérias, reportagens e registros fotográficos de 1912 a 1933. Serão quatro etapas de conversão, compreendendo 22 anos cada etapa, de três em três meses.

“Espero que este material estimule pesquisadores e faculdades a desenvolver projetos de pesquisa. O valor da série é de grande importância para a história da imprensa na Bahia e, por falta de iniciativa como esta, ainda não tínhamos um trabalho sistemático nesta área”, destacou Ubiratan Castro, diretor da Fundação Pedro Calmon e membro da Academia de Letras da Bahia, que esteve nesta sexta, 19, no pré-lançamento do projeto.

Empresários e representantes de entidades ligadas à cultura e colaboradores de A TARDE participaram do encontro, que contou com a presença da diretora do Arquivo Público, Maria Tereza Navarro de Britto, da diretora da Biblioteca Pública, Ivana Lins, do diretor da Humanidades, Jorge Lins Freire, dos diretores-executivos do Grupo A TARDE, Sylvio Simões e Renato Simões Filho, do editor-chefe Florisvaldo Mattos e do diretor-geral Edivaldo Boaventura. O também diretor-executivo Ranulfo Bocayuva destacou a importância da iniciativa, tanto do ponto de vista documental, como cultural.

“Apesar de armazenados em microfilmes, estes arquivos corriam risco de deterioração, decorrente da própria ação do tempo”, explica Bocayuva, que ressalta outro importante ganho com a digitalização: o fácil acesso da população a 88 anos de edições diárias, antes restritas a acervos impressos, cujo manuseio acabava por acelerar seu processo de desgaste. De 2000 para cá, qualquer número pode ser lido através do conteúdo do portal A TARDE On Line.

Quatro terminais – dois na Biblioteca dos Barris e dois no Arquivo Público – serão montados com impressoras, onde o usuário poderá, além de consultar, imprimir páginas do seu interesse. A data de lançamento ainda será definida com a Fundação Pedro Calmon, principal parceira institucional ao lado da Humanidades Editora e Projetos. O projeto conta com apoio financeiro da Construtora Norberto Odebrecht e da Monsanto do Brasil. Segundo Ney Campello, coordenador da Humanidades, faltam ainda cerca de 30% dos recursos para finalizar o projeto e as empresas que se interessarem em apoiá-lo podem ainda participar através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura.

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