SALVADOR
Convênio com rede privada é alvo de críticas

O problema da distância das unidades da Farmácia Popular promete ser resolvido com a segunda fase do programa, lançada em março deste ano. Agora, farmácias e drogarias da rede privada espalhadas por todo o país poderão atuar como postos da Farmácia Popular. Elas poderão disponibilizar medicamentos para hipertensão e diabetes até dez vezes mais baratos. Em Salvador, a proposta já foi adotada por algumas unidades da rede Pague Menos. Para adquirir medicamentos nas farmácias conveniadas ao Programa Farmácia Popular, o consumidor deve apresentar a receita assinada por um médico e o CPF.
Os críticos do programa, entretanto, apontam para uma falha do convênio. O custo do governo para subsidiar 90% do valor dos remédios vendidos nas farmácias privadas é até 18 vezes maior que o do mesmo remédio que é distribuído nos postos de saúde.
A substância captopril, utilizada por pacientes com hipertensão, por exemplo, pode custar até R$ 0,02 na compra para os postos, mas vale R$ 0,37 no reembolso para farmácias privadas, na nova fase do Farmácia Popular. Em contrapartida, técnicos do governo afirmam que vale a pena subsidiar os medicamentos em farmácias privadas por causa da economia com distribuição e mão-de-obra.