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Diretor da Codesal avalia mudança climática e chuvas em Salvador

Sosthenes Macêdo explicou a atuação do fenômeno La Niña

Publicado segunda-feira, 05 de dezembro de 2022 às 08:12 h | Atualizado em 05/12/2022, 11:34 | Autor: Daniel Genonadio
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Considerado um dos grandes problemas presentes e para o futuro do mundo, as mudanças climáticas já causam problemas na nossa realidade nos últimos anos. Um exemplo disso são as ocorrências de chuvas na Bahia nos últimos meses do ano, como o que aconteceu em 2021 e se repetiu no último mês de novembro. 

Em Salvador, o mês de novembro registrou acumulados de chuvas de 208,7% da média histórica (Normal Climatológica). Neste mês, a estação pluviométrica de Ondina (Inmet), usada como referência, registrou acumulados de chuvas de 225,8 milimetros, quando o esperado é de 108,2 milímetros, de acordo com a climatologia do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

"Tivemos em novembro um mês extremamente chuvoso, não só em Salvador, mas em todo o estado da Bahia. Isso é muito fruto das mudanças climáticas, que não é um tema para o futuro e já estão evidentes na nossa vida social, sobretudo em Salvador, que tem uma topografia complexa. Essas alterações e mudança de cenário temos novembro e dezembro com muita chuva, como nunca visto. Temos intensificado ações e colhendo frutos. Nenhuma ocorrência de vítima fatal vinculada a chuva foi registrada aqui na nossa cidade", avaliou o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9).

O gestor lembrou dezembro de 2021, quando o Brasil sofreu com grandes chuvas e a Bahia, principalmente na região do Extremo Sul, registrou enchentes e mortes. Ocorrências do tipo reforçam a necessidade de ações preventivas para evitar mortes e danos materiais. 

"Na Bahia, no final do ano passado, perdemos baianos por causa das chuvas, em Recife e Petrópolis. A gente não quer mais assistir esse tipo de cenário na nossa cidade. Então vamos trabalhar duro na prevenção, na realização do serviço de contenção de encostas, de geomantas, de macrodrenagem para termos uma cidade cada vez mais segura diante do efeito das chuvas", falou Sosthenes. 

No último mês, os fenômenos La Niña, que é o resfriamento das águas do Pacífico Tropical, e o aquecimento da temperatura de superfície do Oceano Atlântico intensificaram os sistemas meteorológicos sobre a região de Salvador, tais como: frente fria, sistema de baixa de pressão (cavado), convergência de umidade, ventos úmidos do oceano Atlântico e Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), conforme informou o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil (Cemadec).

"A La Niña vem atuando de forma fervorosa há três anos. Esses efeitos são extremamente danosos e a gente precisa aprender a viver com isso. Nossa missão primordial para passar por esses momentos é ter as vidas salvas. Não é uma ação, são diversas as nossas ações que vão de encontro com essas mudanças climáticas. Somado a isso tudo temos que mudar o nosso comportamento em relação ao meio ambiente", disse o diretor da Codesal. 

Veja a entrevista completa do diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, ao Isso é Bahia, abaixo: 

 

A Tarde FM
 

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