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"É preciso entender a obesidade como doença crônica", alerta especialista

Publicado segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020 às 11:28 h | Atualizado em 10/02/2020, 12:05 | Autor: Raphael Santana
Médico Leonardo Vinhas: "A gente não opera a cabeça. A gente opera o estômago" | Foto: Rafael Martins | Ag . A TARDE
Médico Leonardo Vinhas: "A gente não opera a cabeça. A gente opera o estômago" | Foto: Rafael Martins | Ag . A TARDE -
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Um dado preocupante: um em cada cinco brasileiros está obeso. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população (55%) está acima do peso. Em Salvador, o índice chega a 20%. Na tentativa de fugir desta estatística, a cirurgia bariátrica é vista como um procedimento mais rápido de alcançar o objetivo, que é a perda de peso.

Isso coloca o Brasil no 2º lugar do ranking mundial de cirurgias deste tipo, intervenção para reduzir o tamanho do estômago, indicada no tratamento da obesidade mórbida e/ou obesidade grave e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal.

O país perde apenas para os Estados Unidos, que é campeão no número de procedimentos. Mas, diferente do que muita gente pensa, a intervenção cirúrgica não é indicada para todos os casos.

Para falar do assunto e esclarecer dúvidas, o médico Leonardo Vinhas foi o entrevistado desta segunda-feira, 10, no programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM. Na oportunidade, o especialista fez questão de alertar que, antes de se submeter ao procedimento, o paciente deve ter feito um tratamento clínico inicial.

“Quem está 30% a 40% acima do peso e tem doenças associadas, como hipertensão, diabetes, apineia do sono, etc, é um candidato ao procedimento. O aparelho de bioimpedância pode determinar este percentual o excesso de gordura que cada um tem”, explicou. Ele ressaltou que a pessoa obesa, mesmo operada, continua doente.

“No procedimento, a gente não opera a cabeça. A gente opera o estômago. Então, muito paciente continua comendo muito. É preciso entender a obesidade como doença crônica, e que, por este motivo, ela precisa de um tratamento para a vida toda”, ressaltou. Segundo Leonardo Vinhas, de 15% a 20% dos pacientes operados recuperam o peso.

Alternativa

O paciente obeso deve, antes mesmo de se submeter à cirurgia, buscar atendimento clínico, acompanhamento com psicólogo, psiquiatra e com um educador físico. “Se a junção desta equipe não conseguiu fazer com que a pessoa perdesse e mantivesse o peso, a cirurgia é mais uma ferramenta de tratamento da obesidade”, finalizou.

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