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Família de corretora assassinada pede justiça

Nicolas Melo | Fotos: Arquivo Pessoal
Por Nicolas Melo | Fotos: Arquivo Pessoal
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Aidilson responde pelo assassinato de Janaína de Oliveira
Aidilson responde pelo assassinato de Janaína de Oliveira -

Sete meses depois que a corretora de imóveis Janaína Silva de Oliveira, 42 anos, foi assassinada com golpes de faca no bairro do Barbalho, a quinta e última audiência de instrução sobre o caso aconteceu na manhã desta quinta-feira, 27, no Fórum Criminal de Sussuarana, com o depoimento do réu e ex-namorado, Aidilson Viana de Souza, 44, que responde em liberdade. A decisão se o julgamento irá, ou não, a júri popular será decidida pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, da 1ª Vara do Júri.

"A família pede Justiça. Eu peço Justiça. Quero ver ele preso e ele sabe que vai ser condenado. Ele sabe!", afirmou, revoltada, Priscila Nuane da Silva, filha única da vítima. A defesa de Aidilson, segundo Priscila, alegou que a ação do homem foi em legítima defesa, o que a revoltou. "Não houve legítima defesa. Minha mãe foi esfaqueada pelas costas", completou a mulher.

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Histórico de agressão

O corpo de Janaína foi encontrado pela filha no final da tarde do dia 10 de novembro de 2017, em cima da cama do apartamento em que morava, no edifício Santa Tereza, na Rua Clínio de Jesus. "Foi um relacionamento muito conturbado. Eles brigavam muito, mas ela tinha um coração bom, enorme, e sempre voltava", lamentou a prima da corretora, Tukka Moura. Em 2014, Janaína foi agredida por Aidilton e teve um hematoma no olho esquerdo. A mesma situação se repetiu em 2017, durante outro ataque que deixou mais uma lesão, desta vez, no seio esquerdo da mulher.

Já foi preso por agressão

"Em uma dessas brigas, ela (Janaína) chegou a dar queixa dele. Ele foi preso por um período, mas acabou sendo solto", continuou Tukka. Desta vez, após o feminicídio, Aidilton foi detido e cumpriu pena preventiva por 30 dias, sendo soltou outra vez. "Ele está solto e minha mãe morta. Ele entrou aqui (no Fórum) pela mesma porta que eu e não deveria. Ele tinha que ter entrado algemado e acompanhado pela polícia", falou Priscila.

"O réu foi interrogado hoje tendo tudo acontecido com os tramites normais. Após o réu ser interrogado, todos nós fomos surpreendidos, o Ministério Público, a assistência de acusação e até o juiz, diante do requerimento da defesa pedido que fosse a oitiva de uma testemunha chamada 'Lena, mulher de Missinho', sem endereço e sem nada. O caso acabou porque ele foi ouvido e a defesa apresentou esse pedido", relatou o assistente de acusação, Antônio Leite Matos, que ainda explicou que o juiz pode ignorar a solicitação.

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