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Filha de Dinha diz que a mãe estava com gripe forte

Publicado sexta-feira, 16 de maio de 2008 às 16:09 h | Atualizado em 16/05/2008, 22:40 | Autor: Marta Erhardt, do A Tarde On Line*
Erica Cruz, neta de Dinha, conta como soube da notícia
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Familiares e amigos participaram do velório de Lindinalva Assis – a Dinha – na capela F do cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. A movimentação no local começou no final da manhã desta sexta-feira, 16, depois que o corpo da baiana de acarajé foi liberado do Hospital Aliança. Uma das baianas mais famosas de Salvador, Dinha, 56 anos, faleceu por volta de 1h50 desta madrugada, no Hospital Aliança, depois de sofrer uma parada cárdio-respiratória.

O enterro ocorreu às 17h, após a missa, marcada para 16h30. A quituteira tinha três filhos: Eliana Cláudia, 38, Edvaldo, 37, e Elaine Michele, 26. Além deste, Dinha deixa outros cinco filhos de criação.

Extremamente abalados, os filhos da quituteira receberam conforto de amigos. “Minha mãe era conhecida pelo seu sorriso, pela simpatia, garra e força. Neste momento temos nos apegado a esses sentimentos, que eram prioridade na vida dela. Está sendo difícil, mas graças a Deus, por ela ter sido a mulher que foi, temos encontrado apoio nos amigos”, desabafou Elaine Michele Assis.

A filha mais velha de Dinha, Eliane Cláudia Assis, relatou que a mãe estava internada na unidade hospitalar há cerca de uma semana por conta de uma gripe forte. Na quarta-feira, 15, recebeu alta médica e retornou para casa. Por volta de meia-noite Dinha teve uma crise e foi levada para a emergência do hospital.

“Ela estava muito gripada e com falta de ar, mas desde domingo o quadro havia melhorado e ela já tinha manifestado a vontade de voltar para casa. Ontem recebeu alta e achávamos que estava tudo bem. Só que ela já estava com a saúde muito debilitada por causa da hipertensão e diabetes”, conta Eliana Cláudia.

A filha mais nova de Dinha, Elaine Michele Assis comentou sobre as complicações de saúde da mãe. “Ela sofria com hipertensão e diabetes e esse quadro já estava deixando ela muito debilitada. Ela já estava sofrendo muito com as idas e vindas para o hospital. Agora temos que dar seguimento à história dela. Continuamos a ser a família Assis e vamos dar continuidade ao nosso matriarcado”, afirmou.

Amiga da família, Taize Barcelar comentou que a morte da baiana de acarajé deixou todos surpresos. “Ela era uma pessoa forte, batalhadora e a gente não previa que ela não fosse mais estar presente entre nós assim tão cedo. Ela era a base família pela sua força, coragem, de luta”, disse.

Com a doença da mãe, Elaine Assis assumiu o tabuleiro do supermercado GBarbosa, localizado no Costa Azul. Já o ponto de quitutes baianos do Rio Vermelho era administrado por Eliana Cláudia há mais de 10 anos. O filho Edvaldo Assis gerenciava o restaurante "Casa da Dinha", situado no mesmo bairro.

O restaurante da baiana, fundado em 1998, não funcionará nesta sexta, de acordo com uma placa que foi colocada na porta do estabelecimento. O aviso também informa o local e horário do enterro.

A baiana de acarajé completaria 57 anos no próximo dia 20 de maio e a família organizava uma pequena comemoração. “Ela não gostava muito de festa, mas já estávamos acertando os detalhes para uma festa só para a família”, conta Eliane Cláudia Assis.

A reportagem tentou contato com o Hospital Aliança, em busca de um pronunciamento da unidade de saúde sobre o atendimento prestado a Dinha do Acarajé. René Mariano de Almeida, coordenador do setor de emergência, declarou que, seguindo determinação do Conselho Federal de Medicina, nenhum hospital pode divulgar informações sobre um paciente, pois estaria expondo detalhes da vida particular deste. O hospital só divulgaria boletim médico caso o paciente ou a família, em caso de morte, solicite.

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