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SALVADOR

Hospital de “leprosos” deu origem ao nome

Lucas Esteves
Por Lucas Esteves

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O cemitério da Quinta dos Lázaros é o mais antigo de Salvador. Fundado em 1785, simultaneamente à criação de um hospital exclusivo para o tratamento de portadores hanseníase (lepra), o local estava situado oficialmente na região da antiga “Quinta dos Tanques“, mas ganhou a denominação atual por abrigar corpos de vítimas do mal associado ao nome do santo.

No século XIX, relatos populares davam conta de que a capital baiana sofria enormemente com a sujeira no meio das ruas, o que trazia diversas moléstias à população. Eram comuns em Salvador diagnósticos de peste bubônica, cólera, hanseníase e febre amarela. Com o crescimento acentuado do número de óbitos e a necessidade de haver locais de sepultamento para os corpos, o cemitério, antes exclusivo dos pacientes do hospital da Baixa de Quintas, foi aberto oficialmente em 1855 aos demais mortos soteropolitanos. A decisão ajudou a encerrar a prática de enterrar corpos nas igrejas, antigo costume local. A criação da Quinta dos Lázaros foi uma das primeiras medidas de saneamento público tomadas em Salvador.

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Por volta de 1895, o cemitério, que era administrado pela Santa Casa de Misericórdia, foi dividido em 26 quadras e distribuído entre entidades diversas, como a Sociedade Beneficente Monte Pio dos Artistas, Loja Maçônica Liberdade, Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão, Associação Tipográfica Bahiana e Irmandade dos Quinze Mistérios. As instituições, cada uma a seu ritmo, construíram carneiros adequados aos sepultamentos e até os tempos atuais conservam a administração das zonas da Quinta. A parte das covas rasas, destinada os indigentes e aos enterros gratuitos, é administrada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Apesar de ser conhecido atualmente como a última morada da camada mais pobre da cidade, a Quinta dos Lázaros abriga os restos mortais de personagens que fizeram a história da Bahia e do Brasil, a exemplo do guerrilheiro Carlos Marighella, morto em 1969 em São Paulo. Seu túmulo foi projetado pessoalmente pelo arquiteto Oscar Niemeyer, mas hoje encontra-se em completo estado de abandono. Dividem a terra do cemitério com Marighella o advogado popular e político Cosme de Farias, a yalorixá Mãe Bibiana do Espírito Santo e as cabeças dos cangaceiros Lampião e Maria Bonita, para onde partiram após ficarem expostas por quase 30 anos no Hospital Nina Rodrigues.

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