SALVADOR
Igreja da Vitória espera aviso formal para continuar obras

Esta semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou a “paralisação imediata” das obras de reforma no coro da Igreja da Vitória, por meio de uma notificação assinada pelo seu superintendente regional substituto Leonardo Falangola. O documento assinala que “o ato praticado constitui ilícito Administrativo e Civil” e alerta que o descumprimento acarretaria um “embargo Extrajudicial” e “consequentes medidas judiciais cabíveis“.
O ofício de número 961 foi dirigido ao pároco Luiz Simões, como responsável pelo imóvel, com base no artigo 17, da Lei Federal nº 25/37, que prevê que qualquer prédio tombado não pode ser reparado, pintado ou restaurado sem autorização prévia do Iphan. Como as obras na igreja - tombada provisoriamente há mais de um ano - estavam em curso sem que o Iphan tivesse sido consultado, o órgão procedeu a vistoria, pediu documentos e solicitou que até que estes fossem entregues, a reforma fosse paralisada.
“O que que eu vou fazer? É uma obra que não descaracteriza a igreja. É só para segurança do coro. Eles fizeram uma vistoria. Mandaram parar”, disse o pároco da Igreja da Vitória Luiz Simões de Oliveira, ontem à tarde. “O coro estava para cair. Nós colocamos uma estrutura metálica no lugar da madeira. Mas essa estrutura vai ser recoberta pelas madeiras de 1910, quando foi feita a última reforma”, disse o páraco.
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