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Jogo que favorece reintegração de pacientes tem lançamento em Salvador

Publicado quinta-feira, 24 de julho de 2008 às 17:14 h | Atualizado em 24/07/2008, 17:14 | Autor: Kleyzer Seixas, do A TARDE On Line
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Levar um pouco de alegria e arte para o para o ambiente hospitalar, ainda tão duro para crianças, adolescentes, adultos e idosos, é o objetivo dos voluntários da Associação Viva e Deixe Viver, entidade que atua em oito estados brasileiros e vai lançar, em Salvador, o jogo “Eu Conto”, nesta sexta-feira, 25, na Livraria Saraiva, no Shopping Salvador, a partir das18 horas.

Vendido a R$ 22,00 na loja e distribuído gratuitamente para contadores de histórias voluntários da entidade, o jogo busca reabilitar pacientes por meio da participação de cada um deles. “É um jogo colaborativo, e não competitivo, porque a partir das histórias tenta-se chegar a um desfecho com a participação de todos”, explicou a pedagoga e psicóloga Ana Cristina Matos, coordenadora do voluntariado da Santa Casa de Misericórdia e da Associação Viva e Deixe Viver.

A dinâmica do jogo se baseia em contar uma história a partir das palavras propostas nas suas 104 cartas com todos os pacientes que estiverem por perto. A conclusão da narração pode ser feita por todo o grupo, que deve ter um número de participantes igual ou superior a dois. Caso algum jogador encontre dificuldade para brincar, os outros poderão auxiliá-lo no conto.

A intenção do trabalho dos contadores de história, como são chamados os voluntários, é tirar momentaneamente o foco da dor dos pacientes. “Sem dúvida, a presença de um contador em uma unidade médica leva alegria. Com brincadeiras e com as histórias do ‘Eu Conto’, a criança, o adulto ou o idoso podem melhorar seu estado, passando a interagir mais, já que eles são estimulados a participar”, acrescenta a psicóloga.

O lançamento do jogo nesta sexta-feira pretende divulgar o trabalho que já está sendo feito por voluntários da “Viva e Deixe Viver” em outros estados brasileiros e estimular mais ainda o trabalho das pessoas que se dedicam a atividades nos centros de saúde, com a intenção de promover a socialização e a melhora do estado dos pacientes submetidos a tratamentos nas unidades de saúde.

Na capital baiana, segundo Ana Cristina, o trabalho dos contadores de história passou a ser um diferencial em muitas das unidades médicas onde eles atuam, como no Hospital Geral do Estado, Santa Izabel, GAC, São Rafael e na unidade de onco-ematologia pediátrica Erick Loff. Em algumas circunstâncias, a presença deles passou a ser fundamental para auxiliar a equipe médica no tratamento dentro das clínicas e hospitais. 

“Os profissionais de saúde estão falando muito da importância desse tipo de trabalho nos centros de saúde. A criança quando não quer tomar o remédio, eles mandam chamar o contador. A equipe medica lembra as injeções, os medicamentos. O contador, nesse caso, vira um amigo. Cria-se um vínculo”, conta a coordenadora do voluntariado, a respeito do trabalho feito na capital baiana.

É justamente para garantir a melhoria da qualidade de vida de quem faz tratamento em hospitais que a técnica de enfermagem  Maracy Alves Amorim dedica um dia da sua atribulada rotina para contar história. Ela diz que, assim que receber o jogo “Eu Conto”, pretende levá-lo para as instituições onde atua como voluntária. “É só aprender as regras e levar para os pacientes”, diz.

Trabalhando, sobretudo, como crianças com câncer, cardiopatas e vítimas de queimaduras, Maracy faz questão de visitar um hospital por semana. “No início, algumas delas costumam apresentar certa resistência, mas depois elas cobram a sua presença. Por isso, a gente não pode faltar nenhum dia”, destacou a voluntária.
 
Serviço

O que: Lançamento Jogo "Eu Conto"
Quando: 25 de julho, às 18 horas
Onde: Livraria Saraiva, segundo piso do Salvador Shopping

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