SALVADOR
Jovens de classe média são presos por roubar e matar
Eles tinham acesso à educação, moradia e um futuro promissor pela frente, mas escolheram o caminho das drogas e assaltos à mão armada, um dos roubos que culminou na morte do agente de polícia Yan Milton de Oliveira Souza, 33 anos, assassinado na madrugada do dia dois de julho, após reagir ao roubo. Os disparos foram efetuados pelo o estudante universitário do curso de arquitetura da Universidade Salvador (Unifacs), Hélio Ramos Neto, que reside com os pais e nunca precisou fazer muito esforço para conseguir um celular ou um tênis da moda. Na carteira de Neto, o recorte do jornal da morte do policial civil que, segundo a polícia, ele carregava como uma espécie de troféu.
A polícia começou a desvendar a morte de Yan, na madrugada de quarta-feira, durante um ronda realizada na Avenida Paralela, por volta da meia noite. “Policiais desconfiaram dos três jovens no Stilo e checaram a placa, descobrindo que o automóvel era roubado”, explicou a delegada Marilda Marcela da Luz, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV).
À bordo do automóvel, o estudante do curso de direito da Faculdade Jorge Amado, Pedro Pedreira Mercês, Robson José de Oliveira Júnior, estudante de direito da Rui Barbosa, ambos de 18 anos, e Rafael Silvany Ramos, estudante de administração da Unime, e a namorada de um deles. Levados à delegacia, os jovens disseram que o carro seria de um jovem morador do bairro do Itaigara, filho de um médico, funcionário de um alto escalão do governo Estado.
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