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Lobista usava nome de governador em esquema

Publicado terça-feira, 23 de junho de 2009 às 01:03 h | Atualizado em 23/06/2009, 01:07 | Autor: Valmar Hupsel Filho, do A TARDE
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Escutas telefônicas obtidas pela Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, reproduzidas no inquérito policial Nº 03-2009 remetido ao Ministério Público, revelam que o lobista Gracílio Junqueira Santos usava indevidamente o nome do governador Jaques Wagner nas negociações.

Gracílio é apontado como líder do esquema que fraudava licitações para a aquisição de carros e materiais para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, desbaratado no início de março pela Operação Neêmesis.

O documento de 246 páginas, assinado pelo Coordenador-Geral do COE, Jardel Peres de Azevedo, transcreve uma conversa telefônica, datada de 21 de novembro de 2008, entre Gracílio Junqueira e o diretor da empresa Júnio Simões, Jaime Palaia Sica.

Na ocasião, Gracílio diz que estava saindo da Governadoria e que tinha boas notícias para Jaime. De acordo com o relatório, Gracilio diz que esteve com o governador e um homem identificado apenas como Emiliano, e que explicou a Jaques Wagner a situação. “Jaime diz que está sabendo que liberaram os R$ 3 milhões também e vão emplacar os carros do aditivo e que agora deu uma engrenada boa", descreve o documento.

Naquela ocasião, Gracílio e Jaime conversam sobre a quitação de duas parcelas pagas à empresa Júlio Simões, referentes ao contrato para a aquisição, com gestão terceirizada da frota, de 181 viaturas, no valor total de R$ 32 milhões. As duas primeiras, de 30 parcelas, foram pagas em dezembro.

Neste período, os passos dos investigados já eram acompanhados pela polícia e o pagamento teria sido autorizado pelo governador ”para não atrapalhar as investigações“, conforme informou o secretário da Segurança Pública, César Nunes, quando foi deflagrada a operação.

Neêmesis – Batizada de Neêmesis, a operação deflagrada no dia 5 de março desarticulou um grupo especializado em fraudar licitações ligadas a aquisição de carros e materiais para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Se não fosse desbaratado, o esquema chefiado pelo lobista Gracílio Junqueira Santos poderia representar aos cofres públicos um rombo superior a R$ 33 milhões nos últimos três anos.

Leia a íntegra deste texto e a reportagem completa sobre o suposto esquema de fraudes em licitações da Polícia Militar na edição impressa de A TARDE desta terça-feira, dia 23. Ou acesse aqui a versão digital.

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