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"Manchas de óleo são compatíveis com combustível da Venezuela", afirma especialista

Shagaly Ferreira e Jaqueline Suzarte, com informações de Bruno Brito | Foto: Shagaly Ferreira e Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Por Shagaly Ferreira e Jaqueline Suzarte, com informações de Bruno Brito | Foto: Shagaly Ferreira e Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Diretora do Instituto de Geociências da Ufba esclarece manchas de óleo na praia
Diretora do Instituto de Geociências da Ufba esclarece manchas de óleo na praia - Foto: Shagaly Ferreira | Ag. A TARDE

As manchas de óleo encontradas nas praias do Nordeste são compatíveis com o material produzido na Venezuela. Foi o que afirmou na manhã desta quinta-feira, 10, durante coletiva, a diretora do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Olívia Oliveira.

As pesquisas foram realizadas pela Ufba, em parceria com a Universidade de Feira de Santana (Uefs) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS). As análises geoquímicas estão sendo feitas desde a última segunda-feira,7, no Laboratório de Estudos do Petróleo (Lepetro) na Ufba.

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"As análises detectaram que podem se tratar de petróleo cru. Pelo tempo que está no mar, as análises foram prejudicadas, por isso não está descartada que pode se tratar de bunker - óleo combustível de navio. A análise foi feita com nove amostras: duas baianas e sete sergipanas. O material é compatível com um dos tipos de combustível produzido na Venezuela. Não há registros na literatura de material semelhante produzido no Brasil", declara Olívia.

Algumas informações apontam que o material pode chegar em Salvador nesta semana. Sobre esta possibilidade a diretora declarou não ter como responder.

Em todo o litoral do Nordeste, cerca de 130 praias já foram afetadas pelo óleo, que continua sendo investigado pelos pesquisadores. O município de Conde foi o primeiro a ter as amostras coletadas.

Nesta quinta, foram afetadas as praias de Jauá e Arembepe, em Camaçari. Uma operação está sendo montada para limpar as praias que foram atingidas.

"Vamos fazer um panorâmica em todo o litoral, desde Itacimirim até Abrantes. Onde tiver mancha de óleo, a gente vai ter uma equipe treinada e capacitada para fazer o reconhecimento. Vamos armazenar em recipente, depois vai se decidir o destino dele. Mas já estamos montando uma frente, uma mega operação. Vamos estar com toda prefeitura, todos os órgãos para que a gente possa retirar este óleo o quanto antes daqui da praia", explicou o Coordenador da Defesa Civil de Camaçari, Ivanildo Soares.

A população local ficou assustada com a situação da praia. Morador há 35 anos da Aldeia Hippie de Arembepe, Jarbas de Souza sujou os pés de óleo quando andou na areia.

"Eu moro a 20 minuntos da praia. Esta manhã eu me assustei, lambuzei logo o pé. Estamos todos preocupados em como aconteceu isto e o que fazer para ajudar. Estamos prontos para ajudar, afirmou Jarbas.

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