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Marcha que homenageia as vítimas ditadura ocorrerá 1º de abril

A caminhada vai reunir parentes, amigos e companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante a ditadura militar

Publicado quinta-feira, 21 de março de 2024 às 18:16 h | Atualizado em 22/03/2024, 11:06 | Autor: Da Redação
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Será realizada no dia 1º de abril, em Salvador, a Marcha do Silêncio, que homenageia os mortos e desaparecidos políticos vítimas da Ditadura Militar (1964-1985). A Marcha sairá às 17 horas, da Piedade até o Campo da Pólvora, onde se encontra o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos.

A caminhada vai reunir parentes, amigos e companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante a ditadura militar que durou de 1964 a 1985, e integrantes da sociedade organizada que lutam contra o esquecimento destes crimes e exigem a cada ano respostas sobre o paradeiro destas pessoas.

Portando cartazes com fotos de mortos e desaparecidos, flores, tochas e cruzes, os integrantes vão caminhar em silêncio ao som de um surdo, distribuindo às pessoas que assistirão o cortejo, panfletos explicando os motivos da manifestação e pedindo respostas so governo. A marcha em Salvador teve sua primeira edição em em 2019, foi suspensa pela pandemia em 2020 e 2021,sendo retomada em 2022 e 2023, e completando sua quarta edição em 2024.

O ato será encerrado com pronunciamentos de lideranças políticas e sindicais e familiares das vítimas da ditadura brasileira, fazendo um alerta para os tempos sombrios que assolam o país. A Marcha do Silêncio é realizada em diversos países que sofreram ditaduras sangrentas, como Brasil, Argentina, Uruguai e Chile.

De acordo com o professor e sociólogo Joviniano Neto, a Marcha do Silêncio é inspirada por evento semelhante iniciado no Uruguai, que junto com Brasil, Argentina e Chile, viveram a repressão e a violência de uma ditadura militar, traduzida em prisões arbitrárias, tortura, assassinatos e desaparecimento dos corpos das vítimas da repressão a opositores da extrema direita.

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