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Morte de sindicalistas completa 6 anos e grupo pede justiça

Da Redação e Lindenilson Marinho
Por Da Redação e Lindenilson Marinho
Rodoviários e familiares cobram júri pelo assassinato de sindicalistas
Rodoviários e familiares cobram júri pelo assassinato de sindicalistas - Foto: Luciana da Matta | Ag. A TARDE

Rodoviários, familiares e amigos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo realizam uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para marcar os seis anos do assassinato do casal, ocorrido em junho de 2010.

De acordo com o inquérito da polícia, Paulo Colombiano, que era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, teria sido morto depois da realização de uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde. Catarina e Colombiano foram executados a tiros ao chegar em casa, no bairro de Brotas.

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Assim como em anos anteriores, os manifestantes voltam a pedir celeridade no julgamento do caso e acusam possíveis manobras que dificultam o andamento processual promovidas pelos advogados de defesa dos acusados.

Acusados

Seis anos após o duplo homicídio, três homens foram acusados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) de participar do crime contra o casal a mando dos irmãos Cássio Cerqueira Santana e Claudomiro Ferreira Santana, donos da empresa Mastemed, que prestava serviços de planos de saúde ao Sindicato dos Rodoviários da Bahia.

Colombiano descobriu valores abusivos na folha de arrecadação do sindicato, o que, segundo a polícia, teria motivado o crime. "O nosso ato é pela cobrança do aceleramento do processo que está parado e sem previsão de quando pode ser resolvido", disse o secretário de comunicação do PCdoB da Bahia e irmão de Catarina, Geraldo Galindo.

"Nós da família estamos procurando saber por que os acusados ainda continuam soltos", disse.

Em nota, o PCdoB explica que o caso aguarda a designação de um procurador de justiça para que os recursos impetrados pela defesa e acusação sejam julgados.

O comunicado ainda ressalta que, caso os acusados sejam condenados, ainda cabem recursos a instâncias superiores, o que pode garantir por tempo indeterminado a liberdade dos acusados até que uma decisão definitiva seja tomada.

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