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MPT abre inquérito sobre caso de babá que alega ter sido mantida em cárcere privado

Da Redação
Por Da Redação
Raiana Ribeiro de 25 anos teria sido agredida pela patroa e decidiu pular do prédio | Foto: Reprodução | TV Globo
Raiana Ribeiro de 25 anos teria sido agredida pela patroa e decidiu pular do prédio | Foto: Reprodução | TV Globo - Foto: Reprodução | TV Globo

O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) abriu um inquérito para apurar o caso da babá Raiana Ribeiro da Silva que na última quarta-feira, 26, pulou do terceiro andar de um prédio no bairro do Imbuí, em Salvador, após segundo ela, ser agredida e mantida em cárcere privado pela patroa.

>> Investigada por manter babá em cárcere privado depõe por 6 horas em Salvador

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O MPT acompanha o caso e a procuradora Manuella Gedeon esteve presente durante os depoimentos à polícia da babá e da patroa Melina Esteves França na delegacia da Boca do Rio.

O objetivo do MPT é apurar se houve a situação de cárcere privado e maus-tratos. Para isso, vai utilizar imagens das câmeras de segurança do apartamento, já sob posse da Polícia Civil e de uma laudo a ser elaborado após os depoimentos. A Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA) irá analisar os documentos e evidências para apontar os detalhes da relação de trabalho.

O caso

A babá Raiana Ribeiro da Silva , de 25 anos, pulou o 3º andar de um prédio residencial, no bairro do Imbuí, em Salvador, na última quarta-feira, 25. Ela alega que era mantida em cárcere privado pela patroa. O caso ocorreu na rua João José Rescala.

Na ocasião, os policiais militares da 39ª Companhia Independente da Políica MIlitar (39ª CIPM) foram acionados por conta de denúncia de agressão a uma criança, visto que a patroa acusou a babá de ter agredido a sua filha.

Contudo, a babá, em contrapartida, acusou a patroa de cárcere privado e informou que "para escapar foi necessário pular do terceiro andar do prédio".

A babá sofreu fraturas e hematomas após se jogar do prédio. Ela é natural da cidade de Itanagra, no litoral norte baiano, e trabalhava no residencial como empregada doméstica e babá de três crianças há apenas oito dias.

Raiana prestou depoimento na quinta-feira, 26, e detalhou as agressões sofridas e ter sido mantida trancada na casa. Além disso, a patroa também teria retido o seu celular após ela anunciar que deixaria o trabalho.

Melina Esteves França também já prestou depoimento à polícia. Ela foi ouvida pelos agentes por cerca de seis horas e logo em seguida foi liberada. O caso gerou revolta nos populares, que acompanham de perto a situação. Melina foi vaiada e hostilizada na saída da delegacia do bairro da Boca do Rio, e logo depois voltou a ser vaiada ao chegar ao condomínio que reside, no Imbuí, desta vez por vizinhos.

O caso é investigado pela 9ª Delegacia Territorial (DT/Boca do Rio).

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