adblock ativo

Nesta quinta, greve da PF é reforçada com a adesão de outros agentes

Publicado quinta-feira, 18 de outubro de 2007 às 19:01 h | Atualizado em 18/10/2007, 19:01 | Autor: Amélia Vieira, do A TARDE
adblock ativo

Os agentes administrativos da Polícia Federal, em greve desde o dia 25 de setembro, contaram nesta quinta-feira, 18, com o reforço de peritos, escrivães, papiloscopistas, agentes de polícia e delegados que, em solidariedade, também pararam suas atividades.

A paralisação de alerta prejudicou ainda mais os serviços prestados pelo órgão. Nos 24 dias em que os agentes estão sem trabalhar estão suspensas, entre outras atividades, a emissão de passaporte, liberação de produtos químicos para importação e exportação e o serviço de imigração no Aeroporto de Salvador – responsável pela concessão de vistos provisórios e permanentes para estrangeiros.

A categoria está em greve em todo o país. A reivindicação é a reestruturação da carreira. Os agentes pleiteiam que seja seguido o mesmo padrão do Judiciário e do Ministério Público, que possuem os cargos de técnico (nível médio) e analista (nível superior).

No Brasil são 3,2 mil agentes administrativos na Polícia Federal, 120 deles na Bahia, sendo 60 na capital. A negociação está sendo feita em Brasília, entre o Ministério do Planejamento e o Sindicato do Plano Especial de Cargos do Departamento da Polícia Federal (Sindpec-PF).

“Estamos em negociação e os conflitos estão sendo dirimidos. Queremos uma solução, porque o cidadão é o maior prejudicado”, esclarece o agente administrativo Delmiro Alfaya, representante na Bahia do Sindpec_PF.

Segundo ele, 95% da categoria, responsável pelo serviço burocrático, está parada no estado. Nos cartórios, por exemplo, inquéritos e processos estão paralisados. Os únicos serviços que estão sendo mantidos, diz, são o cumprimento de mandados de prisão, a exemplo das ordens judiciais expedidas na Operação Persona, esta semana. O protocolo, por sua vez, está funcionando parcialmente, apenas em situações emergenciais como no caso de concursados que precisam de antecedentes criminais e demais documentos urgentes.

Nesta quinta, durante a paralisação de alerta, os grevistas acamparam na área do estacionamento da sede da Polícia Federal, em Água de Meninos. Lá, passaram o tempo jogando e promoveram atividades como um show de dança do ventre e uma feijoada no almoço.

adblock ativo

Publicações relacionadas