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Osid estimam déficit de R$ 18 milhões este ano

Publicado segunda-feira, 20 de junho de 2016 às 18:14 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Yuri Silva
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O esforço da direção das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) para manter o funcionamento do Hospital Santo Antônio vem incluindo a renegociação dos contratos com fornecedores e a redução da carga horária dos funcionários.

A previsão até o final do ano, entretanto, é desanimadora: segundo a superintendente das Osid, Maria Rita Pontes, a unidade deverá fechar 2016 com um déficit de R$ 18 milhões nas contas.

Essa situação, comum a vários hospitais filantrópicos da Bahia, foi exposta nesta segunda-feira, 20, em um artigo publicado no Jornal TARDE, e também num encontro promovido pelo Ministério Público Estadual, no Centro Administrativo, para discutir a crise na saúde pública.

Entre os principais motivos para o problema, o mais citado foi a desatualização dos preços pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por serviços hospitalares, além do atraso no repasse desses valores.

Segundo a gestora de saúde das Obras Sociais Irmã Dulce, Lucrécia Savernini, todos os serviços da chamada "tabela SUS" custam mais do que as unidades de saúde recebem de fato pela execução do trabalho - o que, no balanço final, provoca o colapso financeiro previsto pelas Osid para este ano.

"Nós temos deixado de tomar uma série de medidas, o que vai, aos poucos, degradando a infraestrutura da unidade e causando uma defasagem tecnológica. O déficit provoca isso, porque precisamos custear as despesas com pessoal e material e deixamos de fazer outras coisas importantes", afirma a superintendente Maria Rita Pontes.

Dívidas

No mesmo caminho, o Hospital da Criança Martagão Gesteira já acumula, somente em 2016, uma dívida de R$ 5 milhões com médicos e fornecedores.

Segundo o superintendente da Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil, entidade mantenedora da unidade, Antônio Novaes, esse valor é incrementado em R$ 500 mil, mês a mês - o que ele também atribui à desatualização dos repasses do SUS.

"O município e o estado precisam refinanciar o hospital", reivindica o gestor, frisando que 98% da receita da unidade vem do Sistema Único e os outros 2% de doações. "Nós só queremos que haja justiça, que paguem por uma consulta médica os mesmos R$ 53 que são pagos para um hospital público comum. Aqui, o SUS paga somente R$ 17", reclama Antônio Novaes.

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