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SALVADOR

Pacientes esperam até 30 dias por uma vaga em UTI nos hospitais

Alana Fraga e Juracy dos Anjos, do A TARDE

Por Alana Fraga e Juracy dos Anjos, do A TARDE

24/04/2010 - 19:54 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

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O número de mortes em Salvador por falta de vagas nos hospitais administrados pelo governo do Estado preocupa: dos cerca de 125 mil pacientes que aguardavam pela regulação (que é o processo de encaminhamento de um doente para um hospital de referência) nos postos de urgência e emergência da capital, em 2009, 426 morreram porque precisavam de leitos de alta complexidade.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) evidenciam que o tempo médio que esses pacientes esperaram pela regulação em Salvador foi de 11,2 dias. Em capitais como Porto Alegre (RS), o tempo de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não chega a 24 horas. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde da capital gaúcha, quando a regulação não consegue vaga em um dos dois hospitais municipais, o órgão a busca na rede estadual ou privada.

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A coordenadora dos postos municipais de Emergência e Urgência de Salvador, Nair Amaral, explica que o paciente deveria aguardar por, no máximo, 24 horas para ser internado. “Não temos estrutura para manter um doente grave na unidade de saúde por um período tão longo, como acontece hoje”, declara.

Atualmente, a espera por um leito para operações de alta complexidade (a exemplo da neurológica, cardíaca, ortotrauma e doenças vasculares) ultrapassa a média de 15 dias na capital. “Já tivemos pacientes que esperaram mais de 30 dias”, diz Nair.

Políticos – Para o secretário municipal de Saúde, José Carlos Brito, a carência de leitos é agravada pela migração de pacientes do interior para a capital. “Cerca de 60% dos doentes (que procuram os hospitais de Salvador) são de outras cidades”, dimensiona Brito.

Apesar da gestão estadual do sistema, é o município que arca com os custos da saúde em Salvador desde 2006 – quando entrou em gestão plena dos recursos. “E assim, são os soteropolitanos os maiores penalizados com ‘a invasão’”, diz Brito.

Por sua vez, o diretor da rede própria da Sesab, Renan Araújo, rebate as críticas do secretário municipal de Saúde afirmando que a demanda de outros municípios não chega a 40% e que o Estado arca com esses custos. “O déficit de leitos acontece porque o município de Salvador não possui uma rede complementar eficiente, que é formada pelos hospitais filantrópicos e privados”.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste domingo, 25, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

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