SALVADOR
Pais de alunos do Marista se queixam ao governador sobre venda da sede do Canela
Uma comissão de pais de alunos do Colégio Marista fez apelo ao governador Jaques Wagner, no domingo (5) pela manhã, quando a primeira-dama, Fátima Mendonça, votava na tradicional escola do Canela. Eles pediram que Wagner interviesse na decisão da direção de vender o prédio, que há 104 anos abriga a instituição, na Rua Araújo Pinho. A notícia da venda foi divulgada, com exclusividade, na coluna Gente&Mercado, em A TARDE.
Às 10 horas, o casal foi interpelado pela comissão ainda no portão do Marista. Após ouvir o grupo, Wagner se comprometeu, na segunda-feira(6), a buscar mais informações e voltar a conversar com eles. “Também fui surpreendido pela informação, soube através dos veículos de comunicação. A venda desse prédio é um prejuízo também para o Estado”, disse o governador.
De acordo com o que foi informado para os professores, na última sexta(3), o colégio vai encerrar todas as suas atividades no final do ano letivo, em dezembro. “Os professores vão ser demitidos e a direção prometeu transferir os alunos à sede do colégio de Patamares. São 1.200 alunos”, reclamou Mônica Baqueiro, presidente da associação, ex-aluna e mãe de dois estudantes.
“Pedimos ao governador que o espaço seja preservado, independentemente do destino que vá ter. Para nós, é sagrado e não queremos que se torne um local só comercial”, disse Mônica, para quem a decisão “é unilateral e merece ser revista, discutida, mesmo que com a intervenção do Estado”.
Segundo informações da associação, a transação foi fechada em 2007 e, pelo tamanho da área (52 mil m²), especula-se que o comprador tenha sido uma construtora, que teria pago mais de R$ 100 milhões. A justificativa dada pela direção aos funcionários é que a venda seria para sanar dívidas, muitas delas originadas com a construção da sede de Patamares, que ficou conhecida como Maristinha, por atender a crianças de 3 a 6 anos de idade.